Febraban diz que desvalorização do real é passageira

O presidente interino da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, deixou o L´Hotel, em São Paulo, onde participou de reunião-almoço, com outros banqueiros, com a vice-diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Anne Krueger. Segundo ele, a representante do FMI mais ouviu do que falou. De acordo com Barbosa, ela estava bastante tranqüila e veio ao Brasil trocar informações sobre o cenário internacional e nacional. Uma das perguntas da executiva do FMI foi com relação à tendência das cotações do câmbio, que superaram hoje R$ 2,93. Barbosa fez uma avaliação para a executiva de que a percepção da situação atual da desvalorização do real é passageira. Ele afirmou que o mercado internacional está passando por uma crise e isso tem resultado em dificuldade do País conseguir dólares no exterior. Flávio Barbosa disse que, tranqüilizado o mercado externo, o Brasil voltará a captar e a refinanciar as suas dívidas, "como sempre fez". Ele afirmou que existe uma preocupação com o fluxo de investimentos para o Brasil e a capacidade do País em continuar acessando o mercado internacional. Barbosa reforçou em sua apresentação que o Brasil tem fundamentos sólidos, o mercado financeiro está saneado, que o País tem pontos positivos como a Lei de Responsabilidade Fiscal e superávit primário nas contas públicas. De acordo com ele, Anne Krueger quis saber detalhes sobre o funcionamento dos leilões de títulos públicos e sobre a política de taxa de juros. Ele afirmou ainda que a executiva do FMI não fez nenhuma avaliação sobre a economia brasileira e procurou basicamente obter informações sobre o País, além de estar ouvindo os vários segmentos da sociedade para formar uma opinião. Segundo Barbosa, o que mais marcou na reunião foi a percepção de que os mercados estão reagindo de forma distanciada dos fundamentos da economia brasileira e mundial.

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