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Febraban e Abecs estudam propostas para desincentivar uso de papel moeda

Entidades criaram um grupo de trabalho no intuito de debater sugestões em torno do tema

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2015 | 14h32

SÃO PAULO - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) estudam propostas para entregar ao Banco Central que desincentivem, eventualmente, o uso do papel moeda, de acordo com Raul Moreira, vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil e da Abecs. Para isso, ambas as entidades criaram um grupo de trabalho no intuito de debater sugestões em torno do tema. Anualmente, conforme dados da Febraban citados por Moreira, R$ 1 trilhão são sacados dos caixas eletrônicos (ATMs, na sigla em inglês) dos bancos.

Um caminho possível, de acordo com o executivo, é o inverso, incentivando meios de pagamentos eletrônicos a exemplo das iniciativas adotadas na Coreia, por exemplo. Há, contudo, segundo ele, três gargalos que dificultam o menor uso da moeda: cultural, legislação e tecnologia.

"Precisamos de uma legislação que não crie barreiras para desincentivar o uso do papel moeda. Mas essa é uma decisão que cabe ao regulador. Vamos formular propostas que eventualmente podem desincentivar o uso do papel moeda", explicou Moreira, a jornalistas, após palestra no Ciab, promovido pela Febraban.

Segundo ele, esse é um tema amplo e complexo, mas o objetivo é permitir a interoperabilidade do sistema, uso da moeda eletrônica em tempo real para os consumidores, inclusive, os não bancarizados. Moreira disse, contudo, que ainda nenhuma proposta foi desenhada e a análise é do Banco Central, que regula os bancos e os meios de pagamentos. 

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