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Febraban: economia evolui com vigor e demanda é firme

O economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Nicola Tingas, avalia que o grupo de intermediação financeira, previdência complementar e serviços deve continuar puxando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a exemplo do que aconteceu até agora. "O crédito deve ter expansão média de 22% a 25% neste ano, acima dos 20% de 2006, contribuindo para esse desempenho", disse.Ele ressaltou que os setores que mais se destacam no crescimento do PIB são os relacionados à renda, ao emprego e à propensão a consumir. O grupo financeiro avançou 9,6% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período de 2006, segundo a pesquisa do PIB do IBGE. Em seguida, o grupo comércio, que inclui varejo e atacado, cresceu 8,1%. O terceiro grupo de maior alta foi o de serviços de informação, com 7,5%.Segundo Tingas, os números do IBGE mostram que a economia está evoluindo com vigor e que a demanda está firme. Entretanto, afirma, há risco de contágio da crise internacional, que deve reduzir o crescimento do PIB global. "Acho pouco provável, mas pode haver impacto nas expectativas dos agentes de oferta, principalmente indústrias e empresas de serviços, que podem diminuir as previsões de crescimento e retardar investimentos", disse.Ele espera expansão entre 4,5% e 5% para o PIB neste ano. "Talvez mais próximo de 5%", afirmou. Para o economista, um eventual contágio internacional se refletiria mais em 2008 do que neste ano. "As empresas podem começar o primeiro trimestre do próximo ano mais fracas, desovando estoques, esperando o que vai acontecer", afirmou. "Mas nada indica, até agora, uma reversão de tendência", complementou.Taxa de jurosA grande discussão no momento, segundo ele, é sobre a condução da política monetária. Aumentou o número de instituições financeiras que apostam na manutenção dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nas próximas reuniões, embora muitas ainda acreditem em corte de 0,25 ponto porcentual. Esse será um ponto central para as projeções sobre crescimento econômico.De acordo com Tingas, as expectativas em relação ao crédito em 2008 apontam para uma evolução entre 17% e 18%, menor do que a esperada para este ano. A desaceleração deve-se ao fato de o endividamento de algumas famílias já estar chegando ao limite. "O desempenho das operações dependerá daqueles que ainda não tomaram crédito e que podem entrar no mercado, o que será definido pelo ciclo de expansão da economia e pelo comportamento dos juros", disse.

SILVIA FREGONI, Agencia Estado

12 de setembro de 2007 | 19h16

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