Febraban espera que Selic recue para 14,75%

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou que as instituições financeiras do País esperam um corte de 0,5 ponto porcentual na Selic, a taxa básica de juros da economia. Com isso, o juro que está em 15,25% cairia para 14,75% ao ano. Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) reúnem-se a partir de amanhã para reavaliar a taxa. O resultado será anunciado no final da quarta-feira. De acordo com o economista-chefe da entidade, Roberto Luis Troster, que se mostrou otimista com a economia nacional, "o quadro macroeconômico interno é adequado para a continuação do processo de redução de juros", apesar do cenário externo "turbulento", com problemas no Oriente Médio, alta do preço do petróleo e indefinições na evolução dos juros americanos."Todos os índices de inflação e suas expectativas estão consistentes com uma redução de juros e não há ameaças ao processo de estabilização de preços no horizonte de curto prazo", disse Troster, em comunicado à imprensa.As instituições financeiras do País ouvidas pela Febraban apontaram que a projeção média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano é de 3,60%, de acordo com a pesquisa da Febraban. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), usado como referência para a meta de inflação, deve ficar em 4,02%. A meta para este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.A Febraban mostrou ainda que a expectativa dos bancos consultados é de que a Selic recue ainda mais até o final do ano. A estimativa média para dezembro é de uma taxa de 14,29% ao ano. Para dezembro de 2007, a projeção média é de que os juros estejam em 13,23% ao ano. Troster ressaltou, entretanto, que a "manutenção de juros num patamar baixo e a possibilidade de reduções de juros mais significativas, no futuro, dependem de avanços na sustentabilidade fiscal e em ganhos de produtividade na economia. Isso demanda determinação política".Dólar e comércio exterior O levantamento da Febraban apontou também que os bancos esperam que o dólar feche dezembro de 2006 cotado a R$ 2,22, a mesma projeção feita em junho. Quanto ao risco Brasil, as instituições reduziram a previsão, de 234,38 pontos para 233,26 pontos. Já a estimativa para o superávit primário, passou de 4,27% do PIB para 4,26%.Quanto às previsões para a balança comercial brasileira, os bancos reduziram os números de importação e exportação. Para as vendas externas, as projeções passaram de US$ 129,16 bilhões para US$ 128,90 bilhões em 2006. As importações, passaram de US$ 88,77 bilhões para US$ 88,41 bilhões. Apesar destas reduções, a estimativa média para o saldo aumentou, de US$ 40,39 bilhões para US$ 40,49 bilhões.

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