Febraban: para estrangeiros, Brasil é a noiva da vez

A turbulência nos mercados financeiros mundiais, detonada pela crise de crédito de risco nos EUA, serviu para evidenciar a imagem positiva que o Brasil conquistou no exterior, segundo o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Nicola Tingas. "Somos a noiva ideal do momento. O Brasil tornou-se um safe haven (paraíso seguro) de segunda linha, perdendo apenas para os títulos do governo americano", afirmou hoje, relatando o clima dos encontros realizados em Washington, nos Estados Unidos, por conta da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), este mês.De acordo com o economista, existe uma leitura muito positiva em relação aos emergentes, mas, principalmente, com o Brasil. "A avaliação que se tem é a de que se realmente houver um contágio negativo por conta da crise nos Estados Unidos, o Brasil sofrerá um pouco menos do que os demais países porque sua economia está focada no mercado doméstico. O Brasil é hoje visto como um país autônomo", considerou.Para Tingas, não é surpresa esta avaliação quase que consensual porque, de fato, o Brasil mostrou capacidade de fazer ajustes institucionais positivos, como o controle da inflação, o crescimento sustentável e a absorção do investimento estrangeiro direto, além de representar, atualmente, uma ótima oportunidade no que diz respeito ao mercado de capitais."O clima de otimismo é muito grande e mais com o Brasil do que com China e com Índia, que desenvolvem mais o mercado de forma local", comparou. Na opinião do economista, esta avaliação tende a ser crescente porque o País apresenta hoje um ciclo de expansão promissor ao mesmo tempo em que apresenta um "excelente risco" com taxas de retorno ainda muito atrativas.

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