Febraban prevê inflação em 4,37%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2006 em 4,37%. A previsão é da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que ouviu 50 bancos, e estima um resultado abaixo do centro da meta de 4,50%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2007 a expectativa é de 4,46%, também abaixo da meta de 4,50% estabelecida pelo conselho.Quanto ao desempenho da economia esse ano, o avanço deve ser de 3,56% do Produto Interno Bruto (PIB). No entendimento do presidente da entidade, Roberto Luis Troster, que critica duramente a expansão dos gastos públicos, o que proporcionará essa taxa de crescimento é a combinação da capacidade ociosa existente com a expansão do crédito."É ineficiente expandir gastos públicos para impulsionar o emprego e a renda", afirmou. Segundo ele, estimativas mostram que a produtividade dos investimentos privados é cerca de quatro vezes superior à de investimentos públicos. "Portanto, se essa é a questão, é melhor estimular o investimento privado, pois geraríamos quatro vezes mais emprego e renda. O economista da Febraban ressalta que o raciocínio de alguns é de que aumentando os gastos, haverá geração de empregos e indução ao investimento privado. E que isso geraria um círculo virtuoso de mais gastos, mais investimentos e crescimento."Mas a recomendação de política econômica de expandir gastos para estimular a economia é padrão na literatura macroeconômica e funciona como medida anti-recessiva em contextos muito específicos", diz. Entretanto, afirma Troster, este raciocínio é equivocado para o quadro atual. "Gastos públicos acima de determinado montante, neste momento, trazem embutido um efeito perverso. A bem da verdade, expandir gastos públicos hoje é ineficiente, desnecessário e contraproducente", critica o economista da Febraban.Já a taxa básica de juros (Selic, atualmente em 15,75% ao ano) deve encerrar 2006 em 14,13%. Para 2007, as estimativas giram em torno de 13,04%. IGP-MAinda, segundo a federação, a inflação apurada no atacado deverá fechar em elevação de 2,99% pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Esta taxa deve refletir um dólar cotado ao final do ano a R$ 2,19%. Para 2007, a taxa de câmbio, segundo as expectativas dos bancos, deverá sofrer uma ligeira depreciação em relação a 2006 para encerrar a R$ 2,32 por dólar.As projeções dos bancos para o saldo comercial este ano é de US$ 39,93 bilhões, diferença entre exportações de US$ 128,55 bilhões e importações de US$ 88,62 bilhões. No mesmo período, o saldo em transações correntes deverá ficar em US$ 8,74 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País este ano deverá ser de US$ 15,22 bilhões.O resultado primário do setor público consolidado (Governo Central, Estados e municípios e Estatais Federais) deve encerrar o ano mostrando um superávit equivalente a 4,29% do PIB.

Agencia Estado,

11 de maio de 2006 | 13h39

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