Febraban: previsão de inadimplência cai para 5,6%

A pesquisa de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado de junho, com 30 especialistas de instituições financeiras, indicou uma queda da estimativa de 5,9% em maio para 5,6% para a taxa de inadimplência de operações de crédito com prazo superior a 90 dias. De acordo com o economista-chefe da Febraban Rubens Sardenberg, o dado sugere que os analistas têm uma perspectiva positiva para esse indicador porque é um reflexo direto da recuperação do nível de atividade do País registrado recentemente.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 17h15

No início do ano, os bancos comerciais elevaram as taxas de spread de operações de financiamento, apesar do Banco Central ter iniciado um movimento de redução das taxas básicas em janeiro. Uma das alegações usadas pelos dirigentes das instituições financeiras era a piora das expectativas relacionadas à inadimplência neste ano. Questionado pela Agência Estado se a melhora das avaliações dos analistas sobre a inadimplência poderia provocar a redução mais rápida dos spreads bancários, o economista-chefe da Febraban afirmou que isso pode ocorrer, se for levada em consideração somente essa variável. Spread é a diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes.

"Estou curioso para saber os indicadores de crédito que devem ser divulgados amanhã (pelo BC) para verificar a evolução recente de vários números, inclusive os relativos à inadimplência", comentou Sardenberg. O economista-chefe da instituição, contudo, ressaltou que os spreads cobrados pelas instituições financeiras estão caindo de forma substancial nos últimos meses. Sardenberg destacou que a pesquisa deste mês trouxe uma novidade positiva, que é a melhora das previsões dos analistas relativas ao ritmo de crescimento das operações de crédito deste ano. No levantamento anterior, realizado em maio, os especialistas projetavam uma expansão do estoque da carteira total de 14,1% em 2009, mas agora estimam um avanço de 16,1%.

No caso dos financiamentos para pessoas físicas, também houve elevação, de 13,7% no mês passado para um incremento de 15,3%. Para os empréstimos concedidos às empresas ocorreu uma elevação da estimativa, de 14,6% para um aumento de 15,7%. De acordo com Sardenberg, as projeções para crédito apuradas em junho indicam uma reversão de tendência para o ritmo dos financiamentos liberados pelos bancos pois a estimativa para a carteira de crédito total em janeiro era de um avanço de 16,2%.

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