Febraban reduz projeção para o PIB e para o IPCA em 2006

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou que as instituições financeiras do País reduziram a previsão média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o encerramento de 2006. Segundo estimativa de 49 bancos pesquisados em setembro, a economia deverá fechar este ano com incremento de 3,23%, enquanto o índice oficial da inflação encerrará o ano com alta de 3,48%. Em agosto, os número projetados eram de 3,61% e 3,88%, respectivamente.Para 2007, a previsão para o crescimento do PIB diminuiu ligeiramente, de 3,66% no mês passado para 3,57% neste. Já a inflação do próximo ano deverá acumular alta de 4,34%, ante os 4,42% previstos em agosto.De acordo com a Febraban, o resultado do PIB do segundo trimestre, divulgado em 31 de agosto, foi um dos fatores que influenciou a revisão para o crescimento. No período abril-junho, a economia cresceu 0,5% sobre o período janeiro-março e 1,2% ante o mesmo período do ano anterior. Além do PIB total, foram revisados pelas instituições o PIB Agropecuário (de 3,09% para 2,58%); o PIB Industrial (de 4,38% para 3,91%); e o PIB de Serviços (de 2,96% para 2,81%); todos referentes ao ano de 2006 somente.Quanto ao IPCA, a entidade destacou que o arrefecimento da alta do preço do petróleo no mercado internacional diminuiu a expectativa de elevação do preço da gasolina no mercado doméstico e contribuiu para a queda mais acentuada desta expectativa de inflação neste ano.Outro fator importante para a modificação na previsão de inflação foi a divulgação do IPCA de agosto (0,05%), que ficou abaixo do esperado. Segundo a Febraban, este indicador motivou também revisões nas projeções da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,25% ao ano. A projeção para Selic de final de ano 2006 passou de 14,14% para 13,77% ao ano, e, para o próximo ano, houve queda de 13,15% para 12,72%.O levantamento da Febraban apontou que os bancos esperam que o dólar feche dezembro de 2006 cotado a R$ 2,18; que risco Brasil encerre o ano em 222,49 pontos; o superávit primário atinja 4,26%; e que a balança comercial feche 2006 com superávit de US$ 42,41 bilhões, com exportações em US$ 131,61 bilhões e importações em US$ 89,20 bilhões. A expectativa para as transações correntes é de saldo de US$ 9,77 bilhões e o investimento direto estrangeiro apresenta um valor projetado US$ 15,41 bilhões.Para 2007, a Febraban previu ainda que a taxa de câmbio chegue a dezembro com a cotação do dólar norte-americano a R$ 2,30 e que o risco Brasil alcance 211,84 pontos.

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