Febre aftosa já provocou alta no preço da carne

O preço da carne já subiu. A perspectiva de uma redução na oferta do produto no mercado interno, ante à perspectiva de aumento no abate de cabeças, tendo em vista os focos da febre aftosa no Mato Grosso do Sul, levou a uma "antecipação de alta" nos preços das carnes no varejo.A avaliação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. Ele informou que, no Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), os preços da carnes bovinas passaram de 1,46% no IPC-S anterior, de até 7 de outubro, para 2,80% no índice de até 15 de outubro.Todos os cortes de carne bovina apresentaram aumento, segundo ele. "Acho que os comerciantes devem estar se antecipando (a uma possível redução na oferta)", disse. Entre os destaques de alta de preços estão cortes de primeira, como alcatra (de 3,49% para 5,20%); contra-filé (3,58% para 5,19%); e lagarto plano (de 2,72% para 4,29%).Setor de alimentosAo falar sobre o setor de alimentação como um todo, Braz comentou ainda que os preços dos alimentos no varejo, no âmbito do IPC-S de até 15 de outubro, estão em alta, em sua maioria. "Dos 21 itens alimentícios, 13 apresentaram aceleração (no IPC-S de até 15 de outubro)", disse.Mesmo assim, os preços dos alimentos continuaram apresentando taxas negativas, embora menos intensa (de -0,55% para -0,33%). "Parece que a deflação nos preços dos alimentos está com os dias contados", avaliou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.