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Consórcios entre estatais e empresas privadas para leilão da hidrelétrica Santo Antônio já estão definidas

Leonardo Goy, O Estadao de S.Paulo

28 de setembro de 2007 | 00h00

Em meio a todas as indefinições que cercam o leilão da Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, ao menos a formação dos consórcios entre estatais e empresas privadas está definida. O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, informou ontem que a Camargo Corrêa deverá se associar à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), a Eletrosul será parceria do grupo franco-belga Suez e a Eletronorte vai ao leilão junto com a Alusa. A estatal Furnas já havia assinado contrato para participar do leilão ao lado da Odebrecht. ''''Fechou nesses grupos. Foi isso que me informaram'''', confirmou Hubner.O ministro disse que o governo está preocupado com a guerra jurídica, iniciada após a Secretaria de Direito Econômico (SDE) suspender contratos de exclusividade da Odebrecht com fornecedores de equipamentos. ''''Claro que estamos preocupados. A própria SDE, quando tomou a decisão, nos alertou sobre os riscos de ações judiciais'''', afirmou.Hubner admitiu que essa disputa pode atrasar o leilão da usina, mas afirmou que ''''isso não interessa a ninguém''''. ''''Acreditamos que haverá bom senso da Odebrecht. A gente tem conversado muito com eles'''', disse o ministro, referindo-se ao fato de a construtora ter recorrido da decisão da SDE.Segundo Hubner, o Ministério de Minas e Energia vinha pedindo à Odebrecht para que ela liberasse ao menos a General Electric (GE) do compromisso de não se associar com outras empresas. Isso porque outro importante fornecedor global de turbinas, a japonesa Hitachi - que vem mantendo conversas com a Camargo Corrêa -, já informou ao ministério que só se apresentaria como opção para fornecer os equipamentos para a obra se pudesse se associar com a GE.O diretor da Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura, Irineu Meireles, porém, disse que estranhou essa informação. ''''Quando a Hitachi apresentou seus preços para a Odebrecht, ela o fez sozinha, sem exigir ou condicionar sua participação a uma associação com a GE'''', disse o executivo.O diretor da Odebrecht acrescentou que, mesmo se a Hitachi fizer questão de se associar a outro fabricante, há opções no mercado, além da GE. ''''Não existe só a GE. Existem produtores russos, como a Power Machines, e chineses, como a Harbin e a DongFang.''''Meireles disse também que a Odebrecht não pode ser responsabilizada por eventuais novos atrasos do leilão da hidrelétrica. ''''Quem deve ser responsabilizado é quem iniciou essa discussão na SDE'''', afirmou. ''''Também achamos que demandas judiciais não interessam a ninguém. Apenas nos fizemos valer dessa medida para defender nossos legítimos interesses contra uma decisão que avaliamos como injusta'''', disse, ressaltando que a General Eletric teve acesso a informações sigilosas da Odebrecht para o leilão, e que é por isso que a empresa não pode se associar a outro grupo na disputa. OS PARCEIROSCamargo Corrêa e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf)Eletrosul e SuezEletronorte e AlusaFurnas e Odebrecht

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