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Fechamento de emissora grega leva a greve geral

Empresa estatal de rádio e TV anunciou 2,7 mil demissões e 15 mil pessoas protestaram no país

ATENAS, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2013 | 02h09

Milhares de manifestantes participaram ontem de mais uma greve geral na Grécia, desta vez deflagrada em protesto pelo abrupto fechamento da emissora de rádio e tevê estatal ERT e a consequente demissão de todos seus 2.700 funcionários. Os transportes e as repartições públicas foram os mais afetados pelo movimento.

Muitos dos manifestantes se concentraram na frente da sede da emissora em Atenas. A estimativa era de que cerca de 15 mil pessoas em todo o país participaram dos protestos.

Apenas em Atenas, cerca de 10 mil pessoas responderam ao chamado dos sindicatos do setor privado e público, GSEE e Adedy. Os protestos denunciavam a escalada de cortes orçamentários drásticos feitos no país, que atravessa seu sexto ano de recessão sob a pressão constante dos parceiros da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O primeiro-ministro, Antonis Samaras, que tem chamado os defensores da ERT de hipócritas, chamou para negociar dois partidos de esquerda que fazem parte da colisão do governo, mas são contrários ao encerramento da emissora, buscando evitar uma instabilidade política no país.

Um alto funcionário do governo disse que o primeiro-ministro está disposto a negociar e que é provável um acordo, embora Samaras não tenha a intenção de voltar atrás.

Caos em Paris. A França também sofreu outra dia de caos nas viagens de trem, com uma greve de trabalhadores ferroviários interrompendo as atividades de mais da metade das linhas ferroviárias do país após uma greve de controladores de tráfego aéreo provocar o cancelamento de milhares de voos no país. Apenas cerca de 40% dos trens estavam funcionando nas linhas de alta velocidade e regionais, por causa da paralisação contra um plano de reestruturação da companhia ferroviária estatal SNCF. A greve começou às 14h (de Brasília) de ontem e deverá ser encerrada às 3h (de Brasília) de hoje.

Somente metade dos trens com destino à Suíça e um em três com destino à Itália estavam funcionando, mas os serviços da Eurostar de Paris para Londres e as linhas de alta velocidade para Bélgica, Holanda e Alemanha não foram afetadas.

Os sindicatos dos trabalhadores ferroviários convocaram a greve por causa dos planos do governo para criar uma nova companhia estatal que incorporaria a SNCF, a empresa que opera os serviços de trens, e a RFF, a empresa que faz a manutenção da rede ferroviárias. Segundo a proposta, as duas filiais continuarão separadas após a incorporação. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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