Fecombustíveis questiona ação das distribuidoras

A Federação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Fecombustíveis) encaminhou à ministra Dilma Rousseff documento questionando o fato de as distribuidoras ainda não terem repassado ao setor a queda no preço do álcool verificada junto aos produtores. Segundo o presidente da Federação, o envio da carta antecipa o que pode ser uma "repetição do mal-entendido" ocorrido no ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamou os donos de postos de bandidos, porque a redução do preço do álcool não estava chegando ao consumidor final. O valor do litro do álcool para o produtor caiu em 38% entre dezembro e fevereiro, o que significa a possibilidade de uma redução de R$ 0,10 no preço da gasolina e de até R$ 0,25 no preço do álcool hidratado. Entretanto, o valor verificado nas bombas de combustíveis, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) até o momento atinge a uma redução de no máximo R$ 0,02 na gasolina e nada no álcool. Segundo o documento encaminhado pela Fecombustíveis à ministra, há uma clara demonstração de que as distribuidoras estão aproveitando a queda do preço do álcool para melhorar suas margens de lucro. Segundo o presidente da Fecombustíveis, Luiz Gil Siuffo, é preciso lembrar que a demora de dias ou até meses no repasse desta redução significa um ganho extra de milhares de reais para as distribuidoras, já que os volume de vendas envolvidos são de bilhões de litros.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 18h53

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