Fecomercio: 53% das famílias paulistanas têm dívidas

O número de famílias endividadas no município de São Paulo se manteve estável em outubro, correspondendo a 53%. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o patamar é próximo do registrado no mesmo período de 2007, quando o indicador atingiu 56%. Do total de famílias endividadas, 35% estão com contas em atraso, o que representa uma alta de cinco pontos porcentuais em relação a setembro, e queda de três pontos ante outubro do ano passado. Na avaliação da Fecomercio-SP, a expectativa é de que o nível de endividamento dos consumidores paulistanos caminhe para um patamar mais favorável nos próximos meses. Isso porque, a partir de novembro, muitas empresas fazem o pagamento da primeira parcela do 13º salário. Além disso, algumas categorias profissionais passarão a receber reajuste salarial no fim do ano. De acordo com o levantamento, os consumidores com menor rendimento são os mais endividados. Dos paulistanos que recebem até três salários mínimos, 58% têm algum tipo de dívida. Na faixa de renda de quatro a dez salários, o percentual de endividamento alcança 56%, enquanto entre famílias que ganham mais de dez salários mínimos corresponde a 37%. As principais despesas que motivaram as dívidas atuais foram gastos com alimentação, apontados por 29% dos consumidores, e eletrodomésticos e eletroeletrônicos, de acordo com 26% dos entrevistados. Entre os inadimplentes, 31% acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente as suas dívidas. Já cerca de 36% dos inadimplentes tentaram renegociar as dívidas com os credores. No entanto, encontraram dificuldades, como taxa de juro elevada (51%), falta de recursos financeiros (30%), prazo de pagamento curto (10%) ou o credor não admitiu renegociação (5%). A pesquisa ouviu mais de dois mil consumidores no município de São Paulo.

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Agencia Estado

20 Outubro 2008 | 16h03

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