Fecomercio aponta alta de 0,62% para inflação no varejo

O Índice de Preços ao Varejo (IPV) calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) subiu 0,62% na segunda quadrissemana de abril. A variação é praticamente a metade do que foi registrado no levantamento anterior, de 1,11%. No acumulado do ano, o IPV avançou 3,03% e, em 12 meses, registrou alta de 8,70%.A desaceleração do indicador deve-se, em grande parte, ao comportamento dos preços de Alimentos que subiram 0,74% na segunda quadrissemana do mês, mas registrou uma queda de 0,69% na avaliação semanal. "Apesar de a deflação não ter sido tão forte, este item é um dos que mais pesam na composição do IPV", explicou Fábio Pina, assessor econômico da Fecomercio.Segundo a pesquisa obtida pela Agência Estado com exclusividade, o grupo Materiais de Construção mais uma vez liderou o avanço da inflação em São Paulo, com elevação de 2,83%. No ano, os preços dos produtos deste grupo avançaram 8,24%. Pina atribui a alta deste setor à elevação de preço de commodities no mercado internacional, como o aço.O comércio de Automotivos foi o segundo com maior variação: 1,20%, com ganho de 0,81% no setor de Autopeças e de 1,20% em Veículos Novos. O assessor da Fecomercio salientou que, neste caso também, os preços internacionais influenciaram na alta, como materiais plásticos, de borracha e novamente o aço. "Além disso, houve um aumento generalizado de preços na virada do mês", disse.Produtos duráveis e não-duráveisOs produtos Não-Duráveis, onde se encontram Alimentos, contribuíram com 0,68% para o IPV. O segmento que mais subiu neste grupo na segunda quadrissemana de abril foi o Produtos Farmacêuticos (4,02%), após a negociação do governo com os laboratórios para reajustar os preços dos remédios. Para Pina, a alta deve ser pontual, já que, no ano, este segmento acumula variação de 6,61%. Esta alta foi amenizada pelos Produtos de Higiene (-1,85%) e de Limpeza Doméstica (-2,74%).A alta dos Duráveis (0,61%) ficou próxima ao índice cheio, com deflação de 1,24% em Móveis e Decorações e avanço de 1,21% de Eletrodomésticos. O conjunto dos produtos Semiduráveis apresentou estabilidade (0,04%). Enquanto os Calçados sofreram desgaste de 1,43% dos preços, Vestuário (0,24%) e Tecidos (0,29%) subiram.

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