Fecomercio aponta que 53% dos paulistanos têm dívidas

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) registrou em maio o menor número de endividados da região metropolitana de São Paulo desde que começou a realizar a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), em fevereiro de 2004. Segundo comunicado distribuído pela entidade, 53% dos paulistanos estão comprometidos com dívidas em cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral. O desempenho de maio apresentou recuo de 10 pontos porcentuais sobre abril, quando 63% dos consumidores afirmaram ter parte de sua renda comprometida com estas modalidades de pagamento.De acordo com a assessoria econômica da Fecomercio-SP, o dado demonstra uma tendência de contenção de consumo, tendo em vista que o consumidor resiste a contrair novas dívidas. Ainda segundo a entidade, os endividados estão utilizando parte do aumento da renda observada nos últimos meses para pagar dívidas antigas, adquiridas em dezembro, por conta do Natal.Ainda segundo a PEIC(esta pesquisa é realizada pela Fecomercio-SP mensalmente junto a mil consumidores na região metropolitana de São Paulo), aumentou pelo terceiro mês consecutivo o porcentual da renda dos consumidores comprometido com dívidas, para 39%, ante 36% em abril, 34% em março e 32% em fevereiro. Para a assessoria da Fecomércio-SP, o nível de comprometimento está próximo de seu limite e não deve apresentar elevações substanciais nos próximos meses.Dívidas em atrasoO porcentual de consumidores com dívidas em atraso também cresceu, chegando a 47% neste mês, contra 45% em abril e 46% em maio do ano passado. A tendência é que este porcentual suba ainda mais nos próximos meses, pois, de acordo com dados da pesquisa analisados pela assessoria econômica da entidade, o número de consumidores com contas em atraso que afirmaram não ter como pagar suas dívidas na pesquisa de maio aumentou para 32%, ante 22% em abril.Ainda dentro do grupo de consumidores com contas em atraso, 68% responderam que vão poder pagar parcial ou totalmente suas dívidas neste mês, índice inferior aos 78% registrados em abril.

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