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Fecomercio aponta queda de 0,21% nos preços no varejo em SP

O Índice de Preços no Varejo (IPV) calculado pela Federação do Comércio no Estado de São Paulo (Fecomercio) registrou deflação de 0,21% na terceira quadrissemana de abril. No levantamento anterior, o IPV havia registrado uma alta de 0,62%. O avanço de 2,50% do grupo Materiais de Construção, que liderou o avanço dos preços no varejo, mais a alta de 0,92% de Comércio Automotivos e de 0,30% dos produtos Não-Duráveis, foram compensados pela deflação de 1,65% dos Semiduráveis e de 0,19% dos Duráveis.Em Comércio Automotivo, os preços de Autopeças (3,23%) e de Veículos Novos (0,51%) subiram. Tanto neste grupo quanto no de Materiais de Construção, o avanço foi mais uma vez atribuído pelo assessor econômico da Fecomercio, Oiram Correa, à alta dos preços de alguns produtos no mercado internacional, como o aço. Outro vilão dos preços praticados no comércio foi o reajuste médio de 5,7% dos medicamentos em março, autorizado pelo governo no dia 31. Uma prova disto, foi a elevação de 5,51% detectada nos produtos farmacêuticos dentro do grupo Não-Duráveis na terceira quadrissemana do mês. No ano, o acumulado da inflação deste item é de 9,88%. Ainda no grupo Não-Duráveis, Alimentação ficou praticamente estável (0,14%) e os Produtos de Higiene (-1,28%) e de Limpeza Doméstica (-2,66%) caíram ante a quadrissemana anterior.Também no grupo Duráveis houve uma divisão de comportamento dos preços. Os Eletrodomésticos registraram elevação de 0,67%, enquanto os Móveis Decoração tiveram recuo de 2,84% na terceira quadrissemana ante o levantamento anterior. No grupo Semiduráveis, todos os itens apresentaram recuo: Calçados 1,80%, Tecidos 2,13% e Vestuário 1,50%.Índice é o menor desde dezembro de 2003A deflação de 0,21% apresentada na terceira quadrissemana de abril é a menor taxa registrada pela Fecomercio desde a segunda quadrissemana de dezembro do ano passado, segundo informou hoje a Assessoria econômica da Federação. Em dezembro de 2003, houve deflação de 0,43% ante a quadrissemana anterior.Para Corrêa, o resultado surpreendeu, já que, na quadrissemana anterior, houve um avanço de 0,62%. Segundo ele, os principais indicadores de inflação estão mostrando uma desaceleração, mas no acumulado do ano até agora, o IPV tem alta de 2,63% ante 1,3% em média dos demais Índices de Preços ao Consumidor (IPCs). "Isto ocorre porque os IPCs também levam em consideração o setor de Serviços", disse. Em 12 meses, o IPV tem alta de 7,61%. Para o fechamento de abril, o assessor espera uma estabilidade dos preços, mas ele não descartou a possibilidade de um novo registro de deflação. "A tendência é que o IPV fique estável no mês, mas não serei surpreendido se os preços vierem negativos novamente", afirmou.

Agencia Estado,

27 de abril de 2004 | 16h02

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