Fecomercio: confiança do consumidor é recorde em abril

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu 149 pontos em abril na cidade de São Paulo, um aumento de 0,8% em relação a março e de 16,2% em relação ao mesmo período de 2007. Os dados são da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), que apura o índice mensalmente desde 1994. Segundo a instituição, o resultado de abril é o melhor já apresentado na série histórica do índice.A evolução do ICC se deve principalmente à melhora da percepção do consumidor em relação a sua situação atual. De acordo com a Fecomercio, o bom momento da economia, as melhorias efetivas no mercado de trabalho e a expansão da renda, que reflete diretamente no poder aquisitivo, foram os principais motivos que contribuíram para a melhora dessa percepção.O ICC varia de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse patamar, e é composto por dois indicadores: o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e o Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Em abril deste ano, o ICEA, que registra como o entrevistado percebe a sua situação atual, apresentou alta de 2,2% (157,5 pontos). No entanto, o IEC, que contempla a percepção em relação ao futuro, teve baixa de 0,3% em relação a março, atingindo 143,4 pontos em contraponto a 143,7 pontos do mês anterior.Renda, sexo e idadeNa análise por faixa de renda, em relação ao mês de março, o ICC de abril teve queda de 1,1% (144,4 pontos) entre os paulistanos com rendimentos inferiores a 10 salários mínimos (até R$ 4.150,00). Em relação ao IEC, apresentou baixa de 3,6% (138,2 pontos), enquanto o ICEA obteve incremento de 2,5% (153,8 pontos).Os consumidores na faixa de renda superior a 10 salários mínimos tiveram alta de 3,9% no ICC (157,4 pontos). O IEC também apresentou elevação de 5,6% (152,8 pontos) e o ICEA variou positivo em 1,6% (164,3 pontos).De acordo com a Fecomercio, os homens estão mais otimistas que as mulheres (153,8 pontos contra 144,4 pontos respectivamente) e os consumidores com idade inferior a 35 anos se mostraram mais confiantes em abril.

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