Fecomercio: confiança dos economistas cresce 3,7% em junho

Aumento se deu por conta da melhora na expectativa interna, da oferta de crédito e da queda da inflação

Agência Estado,

29 de junho de 2009 | 14h13

A confiança dos economistas aumentou pelo terceiro mês consecutivo em junho por conta da melhora na expectativa de crescimento da atividade interna, da oferta de crédito e da queda da inflação, de acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) divulgada nesta segunda-feira, 29.

 

O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia (ISE), que mede a confiança de economistas de 0 a 200 pontos, registrou em junho aumento de 3,4 pontos (3,7%) ante maio, passando a 95,8 pontos. Na comparação com junho do ano passado, a elevação foi de quase 1%.

 

"A expectativa de crescimento no nível de atividade interna, oferta de crédito ao consumidor e queda da inflação foram as razões para a elevação do indicador em junho", afirmou Guilherme Dietze, economista da Fecomercio. Contudo, mesmo com esse resultado, o ISE permanece no campo do pessimismo, ou seja, abaixo de 100 pontos.

 

Segundo Dietze, a melhora da avaliação dos economistas deve-se aos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do primeiro trimestre de 2009, divulgados recentemente, que apresentaram resultado melhor do que o esperado. A redução da taxa básica de juros (Selic), que estimula a concessão de crédito, também foi determinante.

 

A pesquisa da Fecomercio mostrou que subiram de três para cinco os itens que ficaram no patamar de otimismo, acima de 100 pontos: taxa de inflação (109,7) e oferta de crédito ao consumidor (107,3), que se juntaram a cenário internacional (133,8), nível de atividade interna - PIB (128,2) e taxa de câmbio (117,2).

 

Os que permanecem no patamar de pessimismo de acordo com os economistas são: nível de emprego (87,9), salários reais (77,2), taxa de juro (68,1) e gastos públicos (34,1). Este último continua, desde o início da série, como a pior avaliação e ainda apresentou na margem uma queda próxima a 11%.

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