Fecomercio desaprova aumento de 0,5 ponto na Selic

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) afirmou hoje, após a decisão do Banco Central (BC) de elevar a taxa Selic de 11,25% para 11,75% ao ano, que a determinação do órgão pode comprometer o crescimento sustentado da economia no País. O presidente da Fecomercio, Abram Szajman, disse que a pretensão do BC de esfriar a demanda não deve criar os efeitos desejados no curto prazo e ainda pode acabar desestimulando, em médio prazo, os investimentos que poderiam garantir a expansão da oferta."Se esta não for uma decisão isolada e se estivermos realmente diante de um ciclo de longo aperto monetário, o Brasil estará condenado ao eterno vôo da galinha", afirmou Szajman. De acordo com o presidente da Fecomercio, "seria mais produtivo para o País se em vez da equivocada opção pelo aumento dos juros fossem revistos os gastos públicos, que crescem acima da produção nacional, colocando em circulação um maior volume de moeda, fator que está na raiz das atuais pressões inflacionárias".A Fecomercio destacou ainda que o impacto mais imediato da alta da Selic incide sobre o peso da dívida pública indexada a ela. Com juros elevados, também ampliam-se as perspectivas de ainda maior valorização do real, o que pode gerar distúrbios nas contas externas.

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