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Fecomercio prevê inflação de 0,5% no varejo em SP em setembro

O Índice de Preços no Varejo (IPV) mostrou tendência de queda hoje e deve encerrar o mês em torno de 0,50%, segundo previsão do assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), Altamiro Carvalho.Ele usou como base para a expectativa de desaceleração do índice tanto o seu comportamento de baixa nos primeiros 10 dias de setembro (0,58%) ante o fechamento de agosto (0,73%) quanto a deflação de 0,01% apurada pela Fecomercio esta semana em relação à primeira quadrissemana de agosto. "A inflação medida na semana é um orientador de tendência e ele está apontando para baixo", disse.Se a projeção de Carvalho estiver correta, a inflação medida pela Federação ao final do mês ficará aproximadamente 0,20 ponto porcentual abaixo da de agosto. Ele descartou a generalização dos aumentos e disse que as altas detectadas pela Fecomercio são pontuais. "A maioria do repasse de preços já foi feita", disse. "Há pequenos indícios de aumentos futuros, mas em setores como eletroeletrônico por causa do aumento do aço", acrescentou.Vestuário, segundo ele, também pode mostrar um repique em breve, mas nada que preocupe o rumo da inflação porque esta alta estaria relacionada a um motivo sazonal, que é a entrada de uma nova estação e, conseqüentemente, de uma nova coleção de roupas.Pressão nos combustíveisO que mais preocupa o assessor econômico nesta questão de repasse de preços é a possível elevação da gasolina no mercado interno em função da alta do preço do petróleo no mercado internacional."Não sabemos quando nem de quanto será o aumento só tememos que quanto mais o governo demore para comunicar esta alta maior será a necessidade de um reajuste mais forte", considerou. Carvalho teme que, assim, os preços praticados no comércio também sejam influenciados.Perspectiva para SelicCarvalho estima que os diretores do Banco Central decidam hoje elevar a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,50 ponto porcentual, para 16,5% ao ano. Segundo ele, apesar de acreditar que esta será a magnitude escolhida pelos diretores do Copom para ajustar a economia, ele contesta os argumentos de alguns especialistas de que há indícios de uma inflação de demanda e que o melhor a fazer seria elevar a taxa básica de juros."A situação melhorou, mas não há nada que gere uma inflação de demanda, já que os salários também não aumentaram tanto assim", considerou. Segundo ele, este seria um embasamento extremamente conservador e questionável da autoridade monetária.

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