Fecomercio reclama de manutenção da taxa Selic em 11,25%

Entidade diz que a taxa básica de juros continua como uma das mais altas do mundo

Milton F. da Rocha Filho, da Agência Estado,

18 de outubro de 2007 | 10h29

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) considerou equivocada e frustrante para o setor produtivo a manutenção da taxa Selic em 11,25% ao ano, e adianta que o Brasil continua com uma das maiores taxas básicas do mundo e que os juros ao consumidor atingem até 200% ao ano, em alguns empréstimos. Para o presidente da entidade Abram Szajman, "é triste que o Copom tenha se curvado ante as pressões conservadoras e decidido interromper o ciclo de reduções da taxa básica. O Brasil precisa de investimentos para crescer e eles não virão enquanto a taxa de juros não convergir para um patamar civilizado, de um dígito. Esperamos, entretanto, que essa decisão seja um episódio isolado e que a continuidade da queda seja retomada já na próxima reunião". A entidade entende que o cenário macroeconômico atual do País favorecia a redução da taxa, citando como evidência o IPCA de apenas 0,18% em setembro, abaixo do esperado. Considera ainda que a forte entrada de divisas, que mantém apreciada a moeda brasileira, opera como uma âncora cambial não explícita na contenção da inflação. O presidente da Fecomércio rebate os argumentos de que estaria havendo superaquecimento da economia e explica: "O crescimento ainda é tímido e as pressões de demanda ocorrem em setores localizados. É claro que o preço do petróleo pode subir por razões externas, mas essa não é uma variável que possa ser neutralizada pela política monetária".

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