Fecomércio-RJ também critica aumento de juros

O presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz ao comentar o aumento da taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual disse que "a insistência na contínua elevação dos juros básicos da economia contraria qualquer proposta de recuperação dos investimentos futuros, necessários para o desejado crescimento sustentado do País. O aumento em meio ponto percentual, para 18,25%, acontece em um momento em que o País tenta manter a força para crescer significativamente e tem como principal justificativa a preocupação com a inflação futura".Ele disse ainda que "o IPCA de 2004 fechou com alta de 7,6%, fruto basicamente de choques externos, como a elevação do preço do petróleo. Não há pressão inflacionária de demanda. O câmbio baixo e o setor agrícola, pela boa perspectiva da safra de 2005 e pela elevação do volume produzido, serão responsáveis pela desaceleração da inflação". "Além da queda dos juros, não podemos deixar de lembrar que, para a formação das expectativas de crescimento sustentado no futuro, é preciso mudar o foco para ações que estimulem a ampliação do crédito e a redução de seu custo e, principalmente, que permitam o acesso do empreendedor à formalidade, reduzindo entraves burocráticos e tributários para as micro e pequenas empresas, além da redução da carga tributária", destacou.

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