Fecomércio-RJ vê sinais de retomada de consumo

A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) vê sinais de uma retomada do consumo. A pesquisa Perfil Econômico do Consumidor (PEC), coordenada pela entidade e realizada na Região Metropolitana do Rio entre os dias 15 e 21 deste mês, constatou um aumento do porcentual de consumidores que declarou ter comprado mais produtos de alimentação, higiene e limpeza. O porcentual passou de 10,41% em setembro para 18,49%. Subiram também as despesas com essas compras. A parcela dos consumidores que aumentou seus gastos passou de 58,21% em setembro para 60,48% em outubro. "Desde dezembro, a pesquisa não registrava um porcentual tão alto. A comparação com dezembro, entretanto, pode gerar algum tipo de distorção por se tratar do mês mais forte do comércio devido ao movimento sazonal das compras de fim de ano", diz o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, em nota à imprensa. InadimplênciaA pesquisa mostrou também que a inadimplência no pagamento de contas fixas (luz, gás, telefone, condomínio, escola, plano de saúde, etc) na Região Metropolitana do Rio aumentou de setembro para outubro, enquanto que a relativa às prestações de financiamentos diversos caiu para o menor patamar desde maio de 2001. A apuração apontou que a inadimplência das contas fixas passou de 23,86% em setembro para 24,64% em outubro. Já a das prestações de financiamentos caiu de 26,22% em setembro para 21,20% em outubro. Entre as famílias com renda mensal de até dois salários mínimos foi verificado o maior porcentual de inadimplência em contas fixas: 32,81%. A conta de telefone fixo é a que mais deixou de ser paga: em outubro, 61,20% de quem devia alguma conta citou o telefone fixo, ante 59,67% de setembro. Caiu de 61,99% para 59,43%, o porcentual de entrevistados que disseram ter aumentado seus gastos com essas contas fixas.O porcentual de consumidores que estão utilizando financiamentos para comprar aumentou, embora ainda timidamente: de 35,50% para 36,63% de um mês para o outro. O aumento se localizou apenas entre as famílias com renda mensal acima de oito salários mínimos.

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