Fecomércio-SP considera queda da Selic um "bom sinal"

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) considera como "um bom sinal" a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) de reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,50 ponto porcentual ? de 26,5% ao ano para 26% ao ano. "A sociedade e o setor produtivo têm necessidade urgente de receber um impulso para a tão esperada retomada do crescimento econômico", afirma, em nota, o presidente da Fecomércio-SP, Abram Szajman. "A Fecomércio-SP vê essa trajetória de queda da taxa básica de juros como uma possibilidade de diminuir o comprometimento das vendas do varejo no próximo ano. Isso porque a redução da Selic não traria impacto imediato para o comércio, pois a variação demora em média oito meses para chegar ao consumidor. Assim, a medida só surtiria efeito em 2004", complementa.A entidade entende que as pressões, que antes vinham justificando a manutenção da taxa em patamar elevado, começaram a dar sinais suficientes de enfraquecimento. "Tanto que a projeção de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano era de 2% em janeiro e caiu para 1,5% no mês passado. Também em janeiro, o risco Brasil beirava os 1.800 pontos e atualmente está na faixa de 750 pontos", argumenta.Szajman também argumenta que a projeção de inflação para 12 meses, que alcançava 12% no início do ano, chega agora a 8,2%, segundo o Banco Central. No documento, Szajman cobra a redução dos spreads bancários ? diferença entre as taxas de captação de recursos e os juros cobrados nos empréstimos pelos bancos ? por meio de uma posição mais enérgica do Banco Central.Fecomércio do Rio critica Já o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, afirmou em nota à imprensa estar "desapontado" em relação à intensidade da queda da Selic. "A redução de meio ponto porcentual pode ser considerada apenas cosmética para um setor como o comércio, que vem amargando uma queda acumulada de 7% este ano nas vendas", disse, acrescentando que "a Fecomércio espera que essa decisão seja o prenúncio de uma mudança de foco da política monetária".

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