Fecomercio-SP espera redução de juros bancários

A redução do depósito compulsório dos bancos ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao Banco Central ? de 60% para 45%, decidida hoje pelo Banco Central, deverá causar algum reflexo na atividade econômica e no consumo apenas se tiver interferência positiva sobre as taxas de juros na ponta do consumidor, por meio da diminuição também dos spreads bancários ? diferença entre os juros de captação junto aos investidores e as taxas cobradas nos empréstimos. Esta é a posição defendida pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), que acredita ainda ser este um bom momento para que o BC e as instituições financeiras discutam seriamente a questão.Uma das queixas recorrentes dos setores varejista e industrial é de que as alterações feitas pelo Banco Central não chegam às pessoas físicas e jurídicas imediatamente e na mesma proporção. Se medidas neste sentido fossem tomadas, a entidade acredita que o comércio este ano poderia até registrar uma movimentação semelhante ao que foi verificado no ano passado, e não com perdas, como se prevê até agora. Os impactos concretos das decisões, entretanto, devem ser sentidos apenas a partir de 2004, mais precisamente depois do primeiro quadrimestre, quando tradicionalmente a economia começa a se aquecer. De qualquer forma, a Federação avalia que o mecanismo é útil para a reativação econômica e mostra também que o governo está disposto a atenuar o aperto ao crédito.

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