Fecomercio-SP: IPV sobe 1,46% em maio, alta recorde

O Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), subiu 1,46% em maio ante abril. De acordo com a Fecomercio, foi a maior variação mensal desde o início da série, em dezembro de 2004. No acumulado do ano, o IPV registra alta de 2,21%; na comparação com maio de 2007, alta foi de 4,92%. A entidade destacou que dos 21 grupos analisados, apenas três apuraram quedas.A Fecomercio chamou atenção para o fato de que as pressões não estão mais apenas isoladas nos preços dos alimentos. Excluindo estes produtos, o IPV subiu 1,19% em maio. No primeiro trimestre, o IPV acumulou alta de 0,24% e, excluindo alimentos, queda de 0,02%. Para a entidade, a mudança pode ser explicada pelo fato de que, além da pressão dos alimentos, os produtos comercializados no varejo sofrem também o efeito da elevação de outras matérias-primas, como petróleo e aço. Assim, a Fecomercio aponta que a tendência é de alta para o IPV nos próximos meses.A entidade chamou atenção para a alta de 2,48% do grupo Supermercados, a segunda seguida após dois meses de quedas leves. Foi o maior resultado apurado pelo grupo desde o início da série histórica. No período entre janeiro e maio, o grupo acumula avanço de 3,12%. Segundo a Fecomercio, o desempenho reflete tanto a expansão na demanda internacional por alimentos como o efeito das instabilidades climáticas nacionais, que prejudicam o desempenho de algumas safras.Outros grupos que registraram aumento em maio ante abril foram: Materiais de Construção (3,90%); Vestuário, Tecidos e Calçados (1,53%); Feiras (3,29%); Açougues (3,72%); Padarias (1,77%); Veículos (0,48%); Drogarias e Perfumarias (0,80%); Móveis e Decorações (0,40%); Floriculturas (7,09%); CDs (1,26%); Brinquedos (1,01%); e Combustíveis e Lubrificantes (0,07%).Já o grupo Eletroeletrônicos teve queda de 1,65% em maio ante abril, assim como Autopeças/Acessórios, que recuou 0,48% no mês, e Eletrodomésticos, que diminuiu 0,47% no período. Segundo a Fecomercio, os resultados dos segmentos de eletroeletrônicos e eletrodomésticos foram influenciados pela desvalorização do dólar, enquanto o de autopeças está relacionado ao aquecimento no mercado de novos automóveis, o que diminui a necessidade de reparos e aquisição de peças.

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