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Fecomercio-SP: varejo tem deflação pelo 3º mês seguido

O Índice de Preços no Varejo (IPV) da capital paulista, calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), encerrou fevereiro com queda de 0,20%. Foi a terceira deflação seguida registrada pelo índice. Em janeiro, o recuo nos preços foi de 0,22%; em dezembro, de 0,04%. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a deflação alcança 0,42%, enquanto no acumulado em 12 meses o IPV mostra inflação de 4,11%. Dos 21 grupos analisados, 8 registraram queda nos preços no mês passado.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

16 de março de 2009 | 15h42

De acordo com os economistas da Fecomercio-SP, os segmentos de Veículos, de Açougues e Carnes Bovinas e de Materiais de Construção influenciaram fortemente a deflação de 0,22% no varejo paulistano. O grupo Veículos teve a quinta redução de preços consecutiva, com variação negativa de 2,21% em fevereiro, ante queda de 3,46% em janeiro. Segundo Júlia Ximenes, economista da Fecomercio-SP, as razões foram a forte retração das vendas a partir de outubro de 2008 e a redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis.

O segmento de Açougues recuou 2,70% em fevereiro, uma queda acentuada em relação à alta de 0,72% observada em janeiro. Todos os produtos que compõem o grupo mostraram retração de preços, com destaque para carnes suínas (-6,48%), carnes bovinas (-2,51%) e aves (-2,48%). Para Júlia, o agravamento da crise internacional fez com que o volume de produtos exportado caísse, "resultando em excesso de oferta no mercado doméstico".

O segmento de Materiais de Construção passou de alta de 0,39% em janeiro para queda de 0,40% em fevereiro. Essa foi a primeira variação negativa desde junho de 2007. A economista sugere uma desoneração tributária para reverter o quadro de estagnação nas vendas do setor.

O levantamento da Fecomercio ainda revela deflações nos segmentos de Vestuário, Tecidos e Calçados (-0,67%), Livrarias (-0,34%), Eletroeletrônicos e Eletroportáteis (-0,09%) e Floriculturas (-0,34%).

Alguns segmentos registraram alta em fevereiro. Os grupos Supermercados e Feiras, que representam 35% do IPV, tiveram alta de 3,8% e 0,17%, respectivamente. O grupo Combustíveis e Lubrificantes registrou elevação de 0,35%, acumulando no período entre janeiro e fevereiro alta de 0,46%.

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