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Fecomercio vê sinais fracos de reativação econômica

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) assumiu um tom pessimista para avaliar a situação do varejo na região metropolitana de São Paulo. Na divulgação da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) com os números de abril, a Fecomercio afirma que a situação é "grave" diante do cenário macroeconômico atual, de taxas elevadas de juros, desemprego em nível alto, renda deprimida e inadimplência crescente.O faturamento do setor caiu 3,81% em relação a março e 1,37% em comparação com abril do ano passado. O economista da Fecomercio-SP Fábio Pina avalia que os sinais econômicos são insatisfatórios. "Já estamos no quarto mês do ano e não houve crescimento nenhum", diz ele, que acredita no risco de se chegar ao fim do primeiro semestre com empate em relação ao ano passado.Pina observa que, para alcançar algum incremento, as vendas teriam de crescer muito nos próximos meses. "Todos os indicadores apontam que nossa recuperação é mais lenta do que o projetado", avalia.Ele cita, por exemplo, a alta do desemprego - um em cada cinco trabalhadores está desempregado, segundo o Dieese -, e o Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista, que caiu 2,8% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).De acordo com a pesquisa da Fecomercio-SP, todos os segmentos do varejo tiveram desempenho negativo, com exceção dos bens duráveis, que mostraram incremento de 0,7% em relação a março de 2002 e de 3,44% em comparação a abril de 2001, com destaque para as vendas de utilidades domésticas (21,20% a mais do que em abril do ano passado). Para definir o crescimento ou retração de um grupo, a entidade trabalha com uma base 100 de 1998.O setor de semiduráveis - vestuário, tecidos e calçados - registrou queda de 4,75% em relação a março e de 17,30% em relação ao mesmo mês de 2001. A migração de vendas para grandes redes, como os hipermercados, e o frio, que começou tarde, podem ajudar a entender a baixa desse segmento. Supermercados, farmácias e perfumarias tiveram redução de vendas de 5,29% em comparação a abril de 2001.Nas vendas de automóveis e autopeças, verificou-se aumento em relação a março (10,91%), mas recuo em relação ao ano passado (-8,03%). Em material de construção, as vendas recuaram 11,35% na comparação com abril de 2001 e registraram acréscimo de 6,75% sobre março.

Agencia Estado,

13 de maio de 2002 | 17h11

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