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Fed agirá para apoiar o crescimento, diz Bernanke

O chairman do Federal Reserve, BenBernanke, deixou nesta quinta-feira a porta aberta a futuroscortes na taxa básica de juro para ajudar a economia dosEstados Unidos, mas relatou ao Congresso que o banco centralnorte-americano espera que o crescimento volte a acelerar nofim do ano. O Fed "agirá de maneira oportuna conforme necessário paraapoiar o crescimento e fornecer garantias adequadas contrariscos adversos", disse Bernanke ao comitê bancário do Senado. Ele reconheceu que a perspectiva para a economia haviapiorado recentemente e disse que os riscos ao crescimentohaviam aumentado. Seus comentários reforçaram as expectativas dosinvestidores de que o Fed irá reduzir a taxa básica de juros em0,5 ponto percentual na próxima reunião, em 18 de março. Entretanto, o chairman do banco central também relatouesperar que um crescimento mais lento dê espaço para umaexpansão mais forte no segundo semestre do ano, refletindo oimpacto do pacote de estímulos fiscal e monetário. "Nossa postura de políticas deve ser determinada à luz daprevisão de médio prazo para a atividade e a inflação, assimcomo riscos para essa previsão", acrescentou. O Fed já cortou os custos de empréstimos dos bancos em 2,25pontos percentuais desde meados de setembro. Os mais recentes comentários de Bernanke tiveram um tommais suave do que há um mês, quando afirmou que o Fed estavapronto para adotar "sólidas ações adicionais" --um sinal dosfortes cortes na taxa de juro que aconteceram no fim dejaneiro. CRESCIMENTO E INFLAÇÃO Bernanke afirmou aos parlamentares que o Fed reduzirá suasprojeções para o crescimento dos EUA, em relatório de previsõesque será divulgado na próxima semana, levando as expectativaspara perto de avaliações realizadas pelo setor privado. Em novembro, o Fed afirmou que a economia iria se expandirentre 1,8 e 2,5 por cento neste ano. O chairman do Fed previu, ainda, mais queda na construçãode moradias e atividades relacionadas, e alertou que um mercadode trabalho mais fraco, preços de energia mais altos e quedanos valores de casas podem afetar o gasto do consumidor nocurto prazo. O crédito mais apertado também deve continuar a conter ocrescimento, explicou. "Uma piora significante em condições financeiras ou nadisponibilidade de crédito certamente seria um alerta de queprecisamos tomar mais ações". Contudo, ele também relatou não ter visto ameaças iminentesde que as perdas com hipotecas de risco possam deixar os bancosinsolventes. Apesar de ter delineado riscos para o crescimento, Bernankenotou que a inflação havia subido, como resultado os altospreços de alimentos e do petróleo e por conta da depreciação damoeda norte-americana, acrescentando que os riscos de inflaçãodevem ser observados de perto.

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