Fed ajuda e Bovespa tem 2ª maior alta do mês de junho

Bolsa de São Paulo encerra o dia em alta de 2,63%, aumentando ganhos acumulados no ano para 3,01%

Claudia Violante, da Agência Estado,

25 de junho de 2008 | 17h41

A manutenção da taxa de juros nos Estados Unidos, a queda do petróleo, a capitalização do Barclays e indicadores norte-americanos favoráveis fizeram com que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) trabalhasse o dia todo com alta firme e registrasse a segunda maior variação porcentual do mês de junho (é preciso fazer a ressalva, no entanto, que neste mês o índice subiu em apenas seis sessões, considerando a desta quarta-feira). Veja também:Dólar cai ao menor nível desde janeiro de 99Juro americano é mantido em 2% ao ano O Ibovespa encerrou em alta de 2,63%, aos 65.853,3 pontos, na segunda maior elevação do mês, atrás da registrada no dia 5 (+3,69%). O índice oscilou entre a mínima de 64.173 pontos (+0,01%) e a máxima de 66.308 pontos (+3,34%). No mês, as perdas foram reduzidas a -9,35% e, no ano, os ganhos somam 3,01%. O volume financeiro negociado nesta quarta totalizou R$ 6,567 bilhões (preliminar). O Fomc, o Comitê de Mercado Aberto do Fed, decidiu, pela primeira vez desde a metade do ano passado, manter inalterada sua taxa de juro de curto prazo. Foram 9 votos contra 1, do presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, que preferia uma elevação da meta da taxa dos Federal Funds nesta reunião. A taxa de redesconto também manteve-se inalterada em 2,25% ao ano. Como a decisão era o que o mercado esperava, a reação foi positiva. E os ganhos acabaram se amplificando após o anúncio porque também o comunicado do Fed foi considerado suave. "Os riscos de alta para a inflação e as expectativas de inflação aumentaram", mas, apesar disso, "o Comitê espera que a inflação se modere mais tarde neste ano e no próximo ano", diz o texto no trecho destacado como leve pelos analistas. Com o alívio proporcionado pelo Fomc, muitos investidores voltaram ao mercado doméstico e foram às compras, principalmente das pechinchas que se formaram com o tombo da Bovespa em junho. Um dos destaques foi Petrobras, que caía na sessão até antes do anúncio do Fed por causa do petróleo em baixa e passou a subir. As ações encerraram em alta de 2,70% as PN e 2,80% as ON. Vale manteve a trajetória de elevação que registrou durante o dia e encerrou em +2,07% as ON e +2,66% as PNA. Os setores siderúrgico e bancário, destaques de baixa nos últimos dias, também avançaram. Nos EUA, o Dow Jones não sustentou os ganhos mais firmes exibidos mais cedo e terminou a sessão em +0,04%. S&P subiu 0,58% e NasdaQ, 1,39%. A queda do petróleo após a alta dos estoques da commodity nos EUA é uma das justificativas para o sinal positivo dos índices acionários lá. Na Nymex, o contrato para agosto encerrou em baixa de 1,79%, a US$ 134,55. Além dos estoques, foram divulgados nos EUA o dado de encomendas de bens duráveis em maio, que ficou estável, ante previsão de queda de 0,5%, e a venda de imóveis novos, que recuou 2,5%, para 512 mil unidades (ante previsão de queda para 510 mil). Outra notícia favorável foi a do Barclays, que vai se capitalizar em US$ 8,9 bilhões por meio de emissão de ações.

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