Fed ajudará economia com programa de US$400 bi

O Federal Reserve intensificou sua ajuda à fraca economia norte-americana, ao lançar um esforço para colocar mais pressão de baixa sobre as taxas de juros de longo prazo e ajudar o combalido setor imobiliário.

REUTERS

21 de setembro de 2011 | 15h58

O Fed disse que vai lançar um novo programa de 400 bilhões de dólares que vai adicionar ao seu balanço de 2,85 trilhão de dólares mais fortemente ativos de prazo mais longo, por meio da venda de papéis de prazo mais curto e da utilização do capital adquirido para comprar Treasuries de vencimento mais longo.

O Fed também afirmou que vai reinvestir o capital de hipotecas em vencimento e de bônus de agências no mercado de hipotecas, um reconhecimento da fraqueza que continua abatendo o setor.

"Recentes indicadores apontam para contínua fraqueza nas condições gerais do mercado de trabalho, e a taxa de desemprego permanece elevada", afirmou o Fed em comunicado.

Em meio a uma taxa de desemprego de 9,1 por cento, a confiança do consumidor e dos empresários foi golpeada pelo rebaixamento do rating dos EUA e pela escalada da crise de dívida soberana na Europa, e as autoridades do Fed sinalizaram que buscarão evitar que a já fraca economia norte-americana enfraqueça ainda mais.

Mas, mesmo que o chairman do Fed, Ben Bernanke, tenha indicado que a relutância do banco central norte-americano ficará na margem, o ativismo do Fed se tornou alvo de políticas, à medida que a eleição se aproxima.

Os principais líderes republicanos do Congresso escreveram a Bernanke nesta semana pedindo que o banco central desista de mais intervenções econômicas, expressando as mesmas críticas de candidatos republicanos à Presidência nas últimas semanas.

As autoridades do Fed, contudo, acreditam que, ao alterar suas posses de bônus, o banco central pode estimular o refinanciamento de hipotecas e levar investidores a ativos de maior risco, como bônus de empresas e ações, sem alimentar uma alta nos preços ao consumidor.

Analistas têm alertado contra um maior risco de recessão na economia norte-americana. Um relatório mostrando que não houve geração líquida de empregos em agosto provocou um amplo temor de que o crescimento poderia estancar.

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