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Fed anuncia recompra de US$ 400 bi em títulos

Objetivo é dar mais um impulso à economia americana, com a redução de custos de financiamentos para investimentos produtivos e de hipotecas

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h06

Confrontado com o risco de uma nova recessão nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) anunciou ontem um novo programa de recompra de US$ 400 bilhões em títulos do Tesouro americano de longo prazo e de venda de igual volume de recursos em papéis com vencimento mais próximo. As operações deverão se estender até junho de 2012.

Em comunicado, o banco central dos Estados Unidos assinalou seu objetivo de dar "mais um impulso" à economia americana, ao permitir a redução de custos de financiamento para investimentos produtivos e das hipotecas contraídas pelos americanos.

Após a reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o Federal Reserve anunciou também que os recursos de pagamentos de hipotecas concedidas por instituições de financiamento federalizadas no auge da crise serão aplicados nessas mesmas agências, como forma de reduzir suas dívidas. Dos dez membros do Fomc, sete deram apoio a essas medidas. Mas, os restantes mantiveram suas restrições, em um sinal de que o Fomc perdeu o consenso dos primeiros anos da crise.

Apoio a recuperação. Em comunicado, o Federal Reserve afirmou que as iniciativas "darão apoio a uma recuperação econômica mais forte e ajudarão a assegurar que a inflação, ao longo do tempo, estará em nível consistente".

O mecanismo de troca de títulos do Tesouro na carteira do Fed, conforme explicou, baixará a pressão sobre a taxa de juros de longo prazo e permitirá aos agentes econômicos atuarem em um ambiente de ação de política monetária mais branda. Assim que foram anunciadas, as decisões provocaram o esperado: uma queda de 0,16 ponto porcentual na cotação dos títulos do Tesouro de 30 anos e um aumento de 0,04 ponto porcentual nos papéis com dois anos.

Em agosto, o comitê determinara a preservação da taxa básica de juros entre 0% e 0,25% até meados de 2013. A decisão foi reiterada ontem pelo Fomc. Esses movimentos seguidos da autoridade monetária americana respondem, em especial, ao aumento do desemprego no país (hoje em 9,1% da População Economicamente Ativa), às perspectivas de crescimento menor da atividade neste ano em relação ao estimado no início deste ano e ao temor de uma nova recessão, agravada pela crise europeia ainda insolúvel.

Com as decisões de ontem, o Fed esquivou-se da escolha por uma terceira etapa de recompra de títulos do Tesouro americano. Essa era uma das opções consideradas para aumentar o volume de dólares disponíveis no mercado e, portanto, para reduzir os custos do crédito doméstico e estimular a economia. A segunda etapa desse programa vigorou ao longo do primeiro semestre e envolveu a recompra de US$ 600 bilhões. Entretanto, os impactos positivos esperados não se efetivaram.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no primeiro trimestre cresceu apenas 0,4% e, do segundo, 1%, mesmo com essa iniciativa. Com base também nesses resultados, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou expansão de apenas 1,5% no PIB americano neste ano e de 1,8% em 2012, período de eleição presidencial no país.

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