Fed avalia mais estímulos se economia piorar muito

As perspectivas para a economia norte-americana teriam que se deteriorar significativamente para gerar um novo estímulo do Federal Reserve, apontou a ata do banco central nesta terça-feira.

MARK FELSENTHAL E GLENN SOMERVILLE, REUTERS

31 de agosto de 2010 | 15h57

"O comitê precisaria considerar medidas que forneceriam estímulo adicional de política se as perspectivas se enfraquecessem significativamente mais", afirmou o documento do encontro de 10 de agosto.

Na reunião, as autoridades concordaram em reinvestir os recursos de ativos atrelados a hipotecas em títulos da dívida de prazo mais longo do governo dos EUA. A medida visa conservar o balanço do Fed em cerca de 2 trilhões de dólares e manter em prática ações de apoio à fraquejante recuperação econômica.

Embora a ata tenha mostrado que a preferência atual do Fed seja comprar Treasuries, as autoridades deixaram a porta aberta para outras opções.

"Ainda que reinvestir em Treasuries seja a preferência dadas as atuais condições do mercado, reinvestir em MBS (ativos ligados a hipotecas) pode se tornar desejável caso as condições mudem", afirmou o documento.

O Fed interrompeu a compra de ativos atrelados a hipotecas e de dívidas de agência no final de março, após acumular o equivalente a cerca de 1,4 trilhão de dólares. O BC norte-americano também adquiriu 300 bilhões de dólares em Treasuries de prazo mais longo, como parte de um programa para estimular a retomada.

Tais compras ocorreram depois que o Fed cortou a taxa básica de juros para perto de zero, levando os formuladores de política monetária a definir outros meios para estimular a economia.

Os mercados financeiros pouco reagiram à ata do Fed. O dólar manteve a queda frente ao iene e ao euro, enquanto os preços dos Treasuries tinham leve recuo.

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