Daniel Slim/AFP - 12/12/2021
Daniel Slim/AFP - 12/12/2021

Fed cogita aumentos de juros de 0,5 ponto percentual nos próximos meses para conter a inflação

Ata da reunião de política monetária aponta que o banco central dos EUA pode fazer aumentos mais agressivos do que em março, quando os juros subiram 0,25 ponto percentual

Matheus Andrade, Gabriel Bueno da Costa, Ilana Cardial, Letícia Simionato e Francine De Lorenzo, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2022 | 17h01

O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) está inclinado a aumentar as taxas de juros de forma mais agressiva, com altas de meio ponto percentual, para combater a inflação elevada. 

A ata da última reunião de política monetária, publicada nesta quarta-feira, 6, revela que a maioria dos diretores do banco central americano indicou que "um ou vários" aumentos de meio ponto podem ser "adequados" nos próximos meses. 

O primeiro aumento de meio ponto percentual, de acordo com o documento, poderia ser adotado já na próxima reunião do órgão, prevista para os dias 3 e 4 de maio. 

A meta da taxa de juros de referência dos Estados Unidos está em um nível entre 0,25% e 0,50% ao ano. Na última reunião de política monetária, em 15 de março, o Fed subiu os juros em 0,25 ponto percentual, o primeiro aumento desde 2018. A elevação marcou uma guinada para uma política monetária mais restritiva para tentar conter a subida dos preços.

Antes do aumento, as taxas passaram dois anos em níveis próximos de zero para tentar mitigar os efeitos da pandemia na economia. 

O Índice de Preços ao Consumidor nos Estados Unidos, principal indicador de inflação do país, subiu em fevereiro para 7,9%, o que representa o registro mais alto dos preços desde o início de 1982.

Redução do balanço patrimonial

Os dirigentes do Fed concordaram que seria apropriado iniciar o processo de redução do balanço patrimonial após a próxima reunião de política monetária, em maio. De acordo com a ata da reunião realizada em março, todos os dirigentes concordaram com um ritmo mais rápido de declínio nas posses de títulos do que no período 2017-19. 

 "Os dirigentes concordaram que os limites mensais de cerca de US$ 60 bilhões para títulos do Tesouro e cerca de US$ 35 bilhões para os MBS (títulos de hipotecas) provavelmente seriam apropriados. Os dirigentes também concordaram em geral que os limites poderiam ser implementados em um período de três meses ou um pouco mais, se as condições de mercado assim o justificarem", diz o texto.

A ata ressalta que nenhuma decisão sobre o plano de reduzir o balanço foi tomada na última reunião, apesar de os participantes concordarem que haviam feito "progressos substanciais" e que o Comitê estava bem posicionado para iniciar o processo de redução do tamanho do balanço.  / COM INFORMAÇÕES DA EFE

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