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Fed deve manter o ritmo de estímulo econômico

Os questionamentos renovados sobre o programa de saúde e as incertezas sobre a economia devem fazer com o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mantenha o seu programa de estímulos inalterado.

Agencia Estado

30 de outubro de 2013 | 08h48

Essa expectativa marca uma inversão da perspectiva de seis semanas atrás, quando quase todos esperavam que o Fed começaria a reduzir o seu programa de compra mensal de ativos avaliado em US$ 85 bilhões. A compra de títulos tem como objetivo manter as taxas de juros de longo prazo baixas para ajudar a recuperação da economia norte-americana.

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Fed deve anunciar a sua decisão em um comunicado emitido nesta quarta-feira após uma reunião de dois dias.

Em setembro, o banco central norte-americano surpreendeu os investidores quando optou por não reduzir o seu programa de estímulos. Depois disso, a paralisação do governo federal e uma sequência de resultados desfavoráveis dos indicadores fez com que os investidores passassem a apostar que o programa de compra de ativos será mantido.

Alguns analistas ainda acham que o Fed vai reduzir o seu programa de estímulos em breve. Muitos acreditam que a compra de ativos permanecerá inalterada até 2014.

"Eu acredito que a redução do programa de estímulos acontecerá no mínimo em março", disse Diane Swonk, economista-chefe da Mesirow Financial.

Os analistas que apostam que a mudança ocorrerá apenas em 2014 afirmam que os membros do Fed esperam que até lá possam ver um crescimento mais forte e uma resolução para o impasse do orçamento.

Em março de 2014 acontecerá a primeira reunião de Janet Yellen, atual vice-presidente do Fed, no comando do banco central. Caso a sua nomeação seja aprovada pelo Senado, a partir de janeiro ela substituirá Ben Bernanke à frente do Fed.

Muitos economistas acreditam que grandes mudanças políticas vão acontecer antes de um novo presidente assumir.

Uma Comissão está buscando estabelecer um acordo sobre o orçamento, mas ainda há grandes diferenças entre os democratas e os republicanos em relação aos gastos e aos impostos. Se não for estabelecido um acordo até 15 de janeiro, outra paralisação pode ocorrer. Além disso, o Congresso deve elevar o teto da dívida do governo.

A reunião do Fed desta semana é a primeira desde que Obama anunciou que Yellen substituirá Bernanke no comando do BC norte-americano. Para David Jones, economista-chefe do DMJ Advisors e autor de vários livros sobre o Fed, isso poderia alterar a dinâmica.

"Bernanke é um pato manco e Yellen ainda não assumiu. Isso fará com que os membros do Fed fiquem ainda mais cautelosos", avaliou. Fonte: Associated Press.

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