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Fed deve reduzir juros hoje em 0,25 ponto porcentual

Mesmo ante o fato de que a ampla maioria acredita que o Fed, na reunião do Fomc hoje, vai decidir pela redução da taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, o nervosismo ontem ainda era grande e foi acentuado pelas declarações nada animadoras do ex-Fed Alan Greenspan, tanto em relação aos EUA quanto ao Reino Unido. Não se conseguia avaliar qual será a reação dos mercados, ainda que a decisão do Fed venha dentro das expectativas. Por quê? Os mercados temem que o impacto dos riscos desta crise de liquidez cheguem a gerar uma crise bancária. O BC inglês - único banco central dos países desenvolvidos que demorou e muito para socorrer seu mercado temendo o moral hazard - acabou provocando uma corrida na empresa Northern Rock, de hipotecas, gerando uma sangria sexta-feira e ontem e sinalizando que este perigo, de alguma maneira, existe.As declarações de Greenspan, por sua vez, foram dadas a vários jornais e TVs durante o fim de semana atreladas ao lançamento do seu livro. E o que disse Greenspan de mais relevante? Um grupo brasileiro de experts em mercado internacional fez uma compilação paciente. Vamos lá:1. O ex-Fed disse que a queda de preços do mercado imobiliário está se mostrando ''''maior do que muita gente esperava''''. O Fed precisa ter cuidado de não cortar os juros muito agressivamente. Riscos de ''''ressurgimento inflacionário'''' hoje são maiores do que na sua época. Investidores estavam viciados em operações de securitização como em ''''cocaína''''. A emissão de comercial papers, assegurados em ativos, não deve voltar tão cedo aos preços anteriores.2. No momento, a crise de crédito não parece severa o bastante para evoluir em algo mais profundo. Probabilidade de recessão americana um pouco mais que um terço (Wall Street Journal).3. Congresso americano ignorou avisos de política fiscal . Outros países estão tendo bolhas imobiliárias (NBC).Com base no que leram, estes mesmos experts chegaram à conclusão de que, se Greenspan estivesse à frente do Fed hoje, o Fomc reduziria a taxa de juros com ''''parcimônia'''' para evitar risco de ressurgimento da inflação, promovendo queda de 0,25 ponto porcentual e, simultaneamente, daria mais liquidez aos mercados baixando as taxas de juros do redesconto.IMPRESSÃO DIGITALVolta à pauta hoje, na Câmara, a MP dos sacoleiros. Para Humberto Barbato, da Abinee, se aprovada, trará sérias dificuldades a indústrias no Brasil. ''''Apesar da intensificação da fiscalização, são reconhecidas as dificuldades em conter a entrada ilegal de produtos, inclusive os falsificados. A MP 380, na forma publicada, poderá comprometer todo o esforço que tem sido feito pela autoridade aduaneira, pois junto com os produtos importados legalmente outros irregulares virão'''', aponta.Barbato apóia a vontade do governo em trazer para a legalidade parte do comércio na fronteira. Mas não prejudicando a indústria nacional.POBREZA EM QUEDAA pobreza teve queda de 15% em 2006, e agora, pela primeira vez, ficará aba ixo de 20% da população, segundo levantamento do economista Marcelo Neri, da FGV/Rio, que será divulgado esta semana.A população abaixo da chamada ''''linha da indigência'''' caiu de 22% em 2005 para algo em torno de 19% em 2006. E isto depois de ter caído 8% e 10%, respectivamente, em 2004 e 2005.POBREZA EM QUEDA 2O estudo ainda mostrará que o aumento da renda domiciliar per capita em 2006 atingiu o nível chinês de 9,1%, superior, portanto, ao crescimento de 7,2% na renda do trabalho.O lado preocupante: a distribuição de renda que muito pouco se mexeu. As explicações que vêm surgindo vão desde as deficiências educacionais no Nordeste até possíveis efeitos negativos do salário mínimo sobre o mercado de trabalho dos pobres.BOM PARA TODOSNa última reunião do órgão técnico do Confaz, o secretário da Fazenda do Rio, Joaquim Levy, foi gratamente surpreendido porque o grupo, depois de descartar a proposta da Bahia de cobrar 5% de ICMS sobre as plataformas de produção de petróleo, resolveu formular e levar ao pleno do Confaz uma proposta baseada nas discussões lideradas pelo Rio, que prevê uma alíquota de 16%, com direito a crédito, como na Lei Kandir. Ou 8% sem créditos.Levy gostou porque acredita que, como as plataformas que entraram em 2004-2006 resultaram em muitos milhões em créditos de ICMS para 2007-2010, manter a tributação do ICMS vai reduzir as chances de a Petrobrás ''''sugar'''' ICMS de outros Estados para o Rio, como forma de aproveitar esses créditos...SALSICHA FINANCEIRAEstá no Banco Central a requisição da Sadia para montar seu próprio banco.Já tem até nome - Concórdia - e presidente, João Rabello, ex-Banco Fibra.ATÉ RUSSOSMais uma empresa interessada nas usinas do Rio Madeira.Esteve no Brasil, para olhar de perto o processo, Alexander Chuvaev, presidente da empresa russa Power Machines, uma das principais fabricantes globais de equipamentos eletromecânicos para usinas hidrelétricas.

sonia.racy@grupoestado.com.br, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2018 | 00h00

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