Fed e Argentina acalmam mercados

Hoje o Fed - Federal Reserve Bank, banco central dos Estados Unidos - anunciou o resultado da sua reunião: a manutenção das taxas de juros norte-americanas em 6,5%. O resultado confirmou as expectativas dos analistas e, por isso, não afetou muito o desempenho das bolsas nos EUA. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,54%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,13%. Com a proximidade das eleições presidenciais - 7 de novembro -, os mercados norte-americanos não esperam grandes mudanças até o final do ano. A posse do novo presidente será no dia 20 de janeiro de 2001.Os temores em relação à situação financeira da Argentina abrandaram-se com o sucesso da emissão de títulos no mercado japonês no valor de US$ 567 milhões. Surgiram notícias a respeito de um bom andamento nas negociações com o FMI. Como grande parte dos investidores estrangeiros aplica em carteiras de conjuntos de países emergentes, o mau desempenho de um deles pode prejudicar os investimentos nos demais. Assim, o humor dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil depende não só do próprio país, mas também, principalmente, do desempenho do México e da Argentina.A grande expectativa, aqui no Brasil é em relação ao resultado da reunião do Copom - Conselho de Política Monetária, que deve ser divulgado amanhã, no final da tarde. Nessa reunião, discute-se o valor da taxa de juro básica do Brasil, a Selic. Até sexta-feira, as expectativas eram de queda de até um ponto porcentual, mas o aumento significativo na inflação dos últimos dois meses e a alta do petróleo inspiram atenção. Com isso, muitos analistas passaram a acreditar numa queda menor, ou até na estabilidade da Selic. A manutenção dos juros nos EUA são um fator de estabilidade que pode estimular o governo a reduzir os juros.O desempenho dos mercadosCom todas essas notícias tranqüilizadoras, os mercados iniciaram uma recuperação hoje. A Bovespa fechou em alta de 0,83%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,890% ao ano, frente a 17,180% ao ano ontem. E o dólar fechou em R$ 1,8170, com queda de 0,27%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.