finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Fed eleva projeção para PIB e inflação em 2012 e prevê desemprego menor

Diretores do banco elevaram projeção do PIB para entre 2,4% e 2,9%; taxa de desemprego foi projetada entre 7,8% e 8%, o que representa queda em relação à estimativa anterior,de 8,2% a 8,5%

Álvaro Campos e Patrícia Braga, da Agência Estado,

25 de abril de 2012 | 15h57

WASHINGTON - O Federal Reserve divulgou hoje uma série de projeções dos seus 17 membros. O banco central dos EUA elevou a projeção para o crescimento econômico em 2012, mas em compensação reduziu as previsões para a expansão do PIB em 2013 e 2014. As projeções para a taxa de desemprego foram revisadas para baixo, enquanto as expectativas para a inflação subiram.

Segundo as projeções, sete membros do Fed esperam que o banco central eleve os juros em 2014, uma leve alta em relação a janeiro, quando cinco autoridades acreditavam nessa possibilidade. Além disso, nove membros agora veem o juro a 1% no fim de 2014. Antes, nove membros esperavam um juro de 0,75% ou menos nesse mesmo período.

Apenas quatro oficiais do Fed esperam que os juros sejam elevados apenas em 2015, abaixo dos seis que pensavam assim em janeiro.

Nas previsões, os diretores do banco central elevaram a projeção para o crescimento do PIB este ano para entre 2,4% e 2,9%, ante a expectativa de 2,2% a 2,7% em janeiro. Mas eles reduziram as projeções para 2013 para a faixa entre 2,7% e 3,1%, de 2,8% a 3,2% anteriormente. Para 2014, as previsões foram reduzidas para 3,1% a 3,6%, de 3,3% de 4,0%.

Na questão do emprego, o Fed se tornou mais otimista. Agora o banco central projeta uma taxa de desemprego de 7,8% a 8% este ano, ante a estimativa anterior de 8,2% a 8,5%. Em 2013, a previsão foi revista para 7,3% a 7,7%, de 7,4% a 8,1% anteriormente. Para 2014, o desemprego deve ficar entre 6,7% e 7,4%.

O banco central elevou suas previsões para a inflação. A projeção para o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) foi revista para 1,9% a 2,0% este ano, da análise de 1,4% a 1,8% feita em janeiro. Para 2013, a projeção para o CPI foi revista para entre 1,6% e 2,0%, e em 2014 a inflação deve ficar entre 1,7% e 2,0%. O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, deve ficar entre 1,8% e 2,0% este ano.

A divulgação das projeções trimestrais do Fed foram liberadas logo após a decisão de manter a política monetária inalterada, como era amplamente esperado. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) continua a esperar que, se a economia caminhar como ele espera, a taxa de juros continuará no patamar atual pelo menos até o final de 2014. O Fomc também manteve seu planos de vender bônus com vencimentos mais curtos para comprar títulos de longo prazo, no programa que os mercados chamam de operação Twist.

Esta foi a segunda vez que o Fomc divulgou as projeções dos membros do Comitê para o futuro da política. Suas projeções se tornaram desafiadoras para a interpretação dos mercados financeiros. Os banqueiros centrais expressaram nos últimos meses visões variadas sobre como a política monetária deveria ser implementada.

A melhora nos dados econômicos, especialmente no mercado de trabalho, levou alguns membros, como o presidente do Fed de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, a dizer que o Fed poderia elevar a taxa de juros possivelmente no final deste ano.

Entretanto, outros membros, como o presidente do Fed, Ben Bernanke, mantiveram os olhos na melhora do ritmo da atividade econômica com alguma cautela, levando a acreditar que o país ainda precisa de uma política monetária de estímulo considerável.

A revisão das projeções do Fed refletem a importância de sua perspectiva para a pressão inflacionária, com a alta nos preços da gasolina afetando o movimento das leituras gerais do CPI. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
FedEUAJurosDesempregoPIB

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.