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Fed está pronto para apoiar economia dos EUA, diz Bernanke

O chairman do Federal Reserve, BenBernanke, sinalizou nesta quarta-feira que o banco centralnorte-americano está preparado para fazer novos cortes de jurospara evitar que a queda do setor imobiliário e o aperto docrédito causem mais danos na fraca economia norte-americana. Apresentando o relatório semi-anual sobre a economia aoCongresso, Bernanke ressaltou os recentes dados mostrando umainflação elevada, mas deixou claro que a principal preocupaçãodo banco central é de que a economia não consiga se recuperarainda este ano. "É importante reconhecer que os riscos para o crescimentopersistem", disse Bernanke à Comissão de Serviços Financeirosda Câmara dos Deputados dos Estados Unidos."(O Fed) vai avaliar cuidadosamente as informações que virãosobre as perspectivas econômicas e vai agir no momentooportuno, do modo necessário, para apoiar o crescimento efornecer a garantia adequada contra os riscos", disse. O banco central reduziu sua taxa básica de juros de 5,25por cento para 3 por cento, em cinco cortes desde meados desetembro. Os mercados financeiros viram o discurso de Bernankecomo uma forte sinalização de um novo corte de 0,50 pontopercentual na próxima reunião do Fed em 18 de março. "Eu acho que eles provavelmente estão fazendo a coisacerta, se focando mais no crescimento do que na inflação. Elesestão querendo injetar mais combustível no sistema, e é issoque eles precisam fazer", disse Firas Askari, chefe deoperações cambiais da BMO Capital Markets em Toronto. O dólar atingiu um recorde de baixa ante o euro após asdeclarações de Bernanke, e os preços dos títulos do governonorte-americano caíram. As ações inicialmente se mantiveram em território negativo,mas reverteram a tendência à medida que um órgão reguladornorte-americano deu sinal verde para as companhias do setor definanciamento imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac investiremmais capital no mercado hipotecário. O fôlego no mercado acionário, porém, não durou. No finalda tarde, os principais índices voltavam a operar em queda. EQUILÍBRIO DELICADO Bernanke disse que embora o banco central espere que ainflação desacelere, riscos de que as pressões dos preçoscontinuem elevadas aumentaram, realçando a difícil situação queos formuladores de políticas monetárias estão enfrentando. "Os aumentos nos preços de energia e de outras commoditiesnas últimas semanas, junto com os últimos dados dos preços aoconsumidor, sugerem um risco um pouco maior para as projeçõestanto da inflação geral como do núcleo em relação a o que vimosno último mês", disse ele. Um relatório da semana passada mostrou que os preços aoconsumidor subiram 0,4 por cento em janeiro, um pouco mais doque o esperado. O Fed geralmente corta a taxa de juros para impulsionar aeconomia mas aumenta a taxa quando quer diminuir as pressõesinflacionárias. Uma inflação acima do desejado pode restringiras opções do banco central norte-americano à medida que esteprocura colocar um piso sob a economia que está desacelerando. Se o público começar a duvidar da disposição do Fed emcombater a inflação, isto atingiria a habilidade do bancocentral em apoiar a economia, acrescentou Bernanke. "Qualquer tendência de que as expectativas de inflaçãofiquem descoladas ou de que a credibilidade do Fed possa sererodida poderia complicar muito a tarefa de sustentar aestabilidade dos preços, e poderia reduzir a flexibilidade (doFed) para conter desaquecimentos econômicos no futuro", disse. Há uma semana, o banco central norte-americano diminuiu suaperspectiva de crescimento econômico para 2008 em 0,50 pontopercentual para entre 1,3 e 2 por cento, ao mesmo tempo em queaumentou a sua projeção para desemprego e inflação. O chairman do Fed lembrou que a política monetária afeta aeconomia apenas após algum tempo e disse que o Fed precisamanter em mente o caminho provável para a economia, assim comoos riscos que enfrenta. "Uma tarefa crítica para o Federal Reserve para este anoserá avaliar se a política monetária está apropriadamentecalibrada para atingir nossos objetivos de mandato de máximoemprego e estabilidade de preços em um ambiente com riscos parao crescimento, condições de créditos apertadas e pressõesinflacionárias", disse ele.

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