Fed estende acordo de troca de moeda com BCs

O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) estendeu os acordos de troca de moedas com 13 bancos centrais por mais três meses, até 1º de fevereiro de 2010, para ajudar a estabilizar os mercados financeiros globais e amenizar a escassez de recursos. "As condições nos mercados financeiros melhoraram nos últimos meses, mas o funcionamento do mercado em muitas áreas continua debilitado e deve permanecer tenso por algum tempo", disse o Fed em comunicado.

NATHÁLIA FERREIRA E FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 14h01

A extensão dos acordos de troca, que deveriam vencer em 30 de outubro, busca ajudar os países a proverem dólares suficientes em seus respectivos mercados. As linhas de troca foram estendidas para os bancos centrais de Brasil, Austrália, Canadá, Dinamarca, Reino Unido, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Noruega, Cingapura, Suécia e Suíça, além do Banco Central Europeu. O Banco do Japão vai considerar a extensão em sua próxima reunião de política monetária, informou o Fed.

O Banco Central brasileiro divulgou nota confirmando a extensão da linha de troca de moedas estabelecida com o Fed para 1º de fevereiro de 2010. Originalmente, a linha venceria em 30 de abril deste ano e havia sido estendida até 30 de outubro de 2009. Nessa operação, o BC brasileiro e o Fed podem realizar a troca de moeda (dólares por reais) no valor equivalente a até US$ 30 bilhões. Esse acordo foi anunciado no auge da crise financeira, como forma de amenizar a falta de liquidez do mercado internacional e também foi realizada com outros bancos centrais.

O Fed também reduziu alguns programas domésticos que se mostraram menos necessários com a gradual melhora dos mercados internacionais, enquanto outros tiveram o prazo ampliado. Entre os programas domésticos que tiveram prazo estendido estão a Linha de Liquidez para Commercial Papers Lastreados em Ativos de Fundos Mútuos de Mercado Monetário (AMLF, na sigla em inglês), a Linha de Financiamento de Commercial Papers (CPFF), a Linha de Crédito para Primary Dealers (PDCF) e a Linha de Empréstimo de Títulos a Termo (TSLF).

Já os programas que foram reduzidos em virtude da melhora das condições financeiras incluem os leilões da Linha de Leilão a Termo (TAF), em que o montante das próximas operações foi reduzido. Alguns leilões dentro do programa TSLF foram suspensos ou terão montante reduzido, e a autorização para a Linha de Financiamento do Investidor de Mercado Monetária não foi estendida, segundo informação no site do Fed. As informações são da Dow Jones.

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