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Fed estende tempo mas não volume de compra de títulos

O Federal Reserve anunciou nesta quarta-feira que vai estender a duração mas não o volume em dólares do programa de compra de títulos públicos de longo prazo, e afirmou que a economia dos Estados Unidos mostra sinais de estabilização após 20 meses de recessão.

REUTERS

12 de agosto de 2009 | 16h45

O Fed, banco central norte-americano, manteve a taxa básica de juro de curto prazo próxima de zero e disse que é provável que ela se mantenha nesse patamar por um período prolongado.

"Para incentivar uma transição suave nos mercados enquanto essas compras de títulos do Tesouro se completam, o comitê decidiu diminuir gradualmente o ritmo dessas transações e antecipa que o volume total será comprado até o final de outubro", disse o Fed em comunicado ao fim da reunião de política monetária.

O programa de compra de títulos do Fed estava marcado antes para terminar em setembro.

Os preços do Tesouro despencaram após o comunicado do Fed, aparentemente devido à decepção com o fato de que o Fed não aumentou o volume de títulos que planeja comprar.

O BC cortou as taxas de juros para entre zero e 9,25 por cento em dezembro e injetou centenas de bilhões de dólares na economia para estimular a atividade econômica na pior recessão em décadas.

A economia norte-americana mostra sinais de que está saindo da recessão e que as perdas de empregos, que já superaram a marca dos 6 milhões, estão diminuindo. Em julho, o Fed previa que o crescimento seria retomado na segunda metade do ano após sofrer contração em cinco dos últimos seis trimestres, mas avisou que o desemprego deve continuar alto até meados de 2011.

Para sustentar a economia frágil, o Fed prometeu manter as taxas excepcionalmente baixas por um período prolongado.

Já para acalmar as preocupações de que o balanço inchado do Fed pode plantar as sementes de uma perigosa inflação uma vez que a recuperação econômica ganhe ritmo, o chairman do Fed, Ben Bernanke, tem se esforçado para explicar que o banco tem ferramentas para tirar dinheiro do sistema financeiro e, assim, evitar o aumento das pressões sobre os preços.

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