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Fed indica que juro não cai tão cedo

BC dos EUA mantém taxa em 5,25% ao ano, não vê crise nos mercados e reitera preocupação com inflação

Agências Internacionais, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 00h00

No mesmo dia em que manteve a taxa básica de juros em 5,25% ao ano, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) mandou diversos recados para os investidores. No primeiro deles, a autoridade monetária americana sugeriu que a recente turbulência nos mercados não deve alcançar a economia real. Em outro, o Fed disse que a inflação - e não a atividade moderada - continua sendo o principal risco para a economia dos EUA.''''Os mercados financeiros têm estado voláteis nas semanas recentes, as condições de crédito tornaram-se mais apertadas para algumas famílias e empresas e a correção no setor de moradias está em andamento. Apesar disso, parece provável que a economia continue a expandir-se num ritmo moderado ao longo dos próximos trimestres'''', informou o comunicado.Em outro trecho, o Fed observou que ''''as leituras do núcleo da inflação melhoraram modestamente nos meses recentes''''. ''''Contudo, uma moderação sustentada das pressões inflacionárias ainda está por ser demonstrada de modo convincente.''''De um lado, essas palavras agradaram aos analistas, pois confirmaram aquilo que a maioria deles vinha dizendo: o vaivém dos mercados não deve se transformar em crise e, portanto, não machucará a economia real.De outro, desagradaram, pois o Fed indicou que não afrouxará a política monetária para ajudar a resolver problemas de mercado. Desagradaram também porque mantêm o alerta em relação à inflação. Juntos, esses dois fatores tornam remota a chance de um corte do juro já em 2007, o que em tese é negativo para os resultados das empresas e, conseqüentemente, para as ações.Diante desse duplo recado, os mercados reagiram com volatilidade. Logo depois de o Fed divulgar o comunicado, as Bolsas inverteram o sinal positivo e começaram a cair. Pouco depois, retornaram ao azul, mas novamente entraram no vermelho. A cerca de uma hora do fechamento dos pregões, voltaram a subir e encerraram o dia no terreno positivo.O Índice Dow Jones avançou 0,26% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 0,56%. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 1,34%.''''O Fed disse aos mercados: ''''vejo o que está acontecendo, mas não estou tão preocupado como vocês'''''''', analisou Tom Sowanick, presidente financeiro da Clearbook Financial. ''''O comunicado é um pouco mais duro do que a maioria das pessoas esperava. Não parece que o Fed cortará o juro ao menos nos próximos dois encontros'''', avaliou Dustin Reid, economista do banco ABN Amro em Nova York. A próxima reunião do Fed ocorre em 18 de setembro. O COMUNICADO DO FEDTurbulência e crescimento: ''''Os mercados financeiros têm estado voláteis nas semanas recentes, as condições de crédito tornaram-se mais apertadas para algumas famílias e empresas e a correção no setor de moradias está em andamento. Apesar disso, parece provável que a economia continue a expandir-se num ritmo moderado ao longo dos próximos trimestres, apoiada por um crescimento sólido no emprego e na renda e em uma economia global robusta.''''Inflação: ''''As leituras do núcleo da inflação melhoraram modestamente nos meses recentes. Contudo, uma moderação sustentada das pressões inflacionárias ainda está por ser demonstrada de modo convincente. Embora os riscos de redução do crescimento tenham crescido, a preocupação predominante do Comitê continua a ser o risco de que a inflação não se modere como se espera. Ajustes futuros da política dependerão da perspectiva tanto da inflação como do crescimento.''''

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