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Fed indica que só deve agir em reuniões programadas

O presidente do banco central americano (Fed), Ben Bernanke, disse que a redução de 1,25 ponto porcentual na taxa básica de juros americana (Fed Funds), decidida pela instituição num período de apenas oito dias em janeiro, era "a coisa certa a fazer" diante da erosão dos indicadores econômicos, das quedas dos mercados de ações e das preocupações que prevaleciam nos mercados financeiros.Em resposta a perguntas de integrantes do Comitê de Bancos do Senado dos EUA, Bernanke disse que a economia "deu uma virada significativa para pior" no começo de janeiro. Ele lembrou que os formuladores da política monetária do Fed fizeram uma teleconferência no dia 9 de janeiro e decidiram não tomar nenhuma medida; no dia seguinte, o próprio Bernanke, num discurso, sinalizou com a possibilidade de o Fed voltar a decidir por uma redução agressiva das taxas de juro. No dia 22, sem que houvesse reunião marcada, o Fed reduziu a taxa dos Fed Funds em 0,75 ponto porcentual, para decidir por um novo corte, de 0,50 ponto, na reunião regular dos dias 29 e 30 de janeiro.Indagado sobre se mudanças de política monetária fora das reuniões regulares do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) vão se tornar mais freqüentes, Bernanke respondeu que o Fed prefere agir nas reuniões regulares.Ele também defendeu a reação limitada do Fed à turbulência dos mercados ocorrida no segundo semestre do ano passado (a redução de apenas 1 ponto porcentual na taxa dos Fed Funds entre setembro e o fim de 2007), observando que o desempenho da economia era bom até o terceiro trimestre. "O que vemos é que o Fed reduziu as taxas de juro de modo mais rápido e proativo do que em qualquer episódio anterior", acrescentou.O presidente do Fed afirmou também que as recentes elevações no número de pedidos de auxílio-desemprego sugerem que a taxa de desemprego deverá subir nos próximos meses. As informações são da Dow Jones.

RENATO MARTINS, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2008 | 14h52

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