Graeme Jennings/Reuters - 11/1/2022
Graeme Jennings/Reuters - 11/1/2022

Fed vê risco de recessão acima de 50% nos próximos 2 anos

Pesquisa analisou quatro variáveis, incluindo a taxa de desemprego, o nível de inflação, a diferença entre os rendimentos dos Treasuries e de bônus corporativos com grau de investimentos e a diferença nos juros de títulos do Tesouro americano de curto e médio prazos

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2022 | 11h51
Atualizado 22 de junho de 2022 | 23h30

A economia dos Estados Unidos sofre elevados riscos de entrar em recessão nos próximos dois anos em razão de crescentes desequilíbrios nos mercados de bens e serviços, inclusive de mão de obra, segundo pesquisa do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O documento estima risco de um pouco mais de 50% de recessão nos próximos quatro trimestres e probabilidade de dois terços de uma contração nos próximos dois anos, segundo vários modelos analisados por Michael Kiley, economista sênior do Fed.

A pesquisa analisou quatro variáveis, incluindo a taxa de desemprego, o nível de inflação, a diferença entre os rendimentos dos Treasuries e de bônus corporativos com grau de investimentos e a diferença nos juros de títulos do Tesouro americano de curto e médio prazos, para estimar os riscos de recessão. Historicamente, recessões foram precedidas por períodos de inflação alta e desemprego baixo, ressaltou Kiley na pesquisa.

Inflação

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse ontem que a instituição está comprometida a reduzir a inflação dos EUA. Em discurso introdutório de seu testemunho no Senado norte-americano, Powell afirmou que o Fed dispõe de instrumentos e vontade para restaurar a estabilidade dos preços nos EUA, que estão nos maiores patamares em cerca de quatro décadas.

Segundo Powell, dados referentes a maio sugerem que o núcleo da inflação – que desconsidera preços de energia e alimentos – manteve o mesmo ritmo ou desacelerou um pouco.

Ele também ponderou que o salto nos preços das commodities, motivado pela guerra na Ucrânia, é um fator de pressão extra para a inflação. Dados também indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu neste segundo trimestre, com o consumo se mantendo forte, disse Powell. Ainda no discurso, ele disse que a demanda agregada é boa, mas os problemas na oferta são maiores e mais duradouros.

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