FED: juros devem subir mais

O banco central dos Estados Unidos (FED) deve manter sua política de elevação de juros para conter o aquecimento da economia norte-americana. A expectativa de analistas americanos é que as taxas subam mais uma ou duas vezes até setembro. Depois o FED faria uma pausa. Em menos de um ano, os juros subiram seis vezes. No total 1,75%. Atualmente os juros norte-americanos estão na casa de 6,5%. Economistas e analistas se queixam de que a política de elevação de juros perdeu sua força e que os efeitos desejados - que revelam desaceleração - não estão aparecendo. Resultados na economia ainda não podem ser avaliados de forma definitiva A tecnologia e a globalização mudaram a economia de modo que nem mesmo Alan Greenspan, presidente do FED, pode prever de que forma a alta gradual dos juros vai cair na economia dos Estados Unidos, se de forma suave, sem causar estragos; ou de forma agressiva, o que poderia prejudicar a economia dos países emergentes. E ainda: se realmente vai provocar o efeito desejado, a desaquecimento da economia.O economista do banco de investimentos Morgan Stanley Dean Witter, em Nova Iorque, Richard Berner, acredita que a política monetária ainda precisa ser mais restritiva para reduzir as pressões nos preços. O dólar valorizado, segundo o analista, é uma força temporária contra a inflação. Uma queda no valor da moeda pode dar novo impulso à inflação.O relatório anual do Banco de Compensações Internacionais (BIS) divulgado ontem em Basiléia, Suíça, avalia os níveis de alguns mercados acionários e o dólar como sobrevalorizados. E alerta que um ajuste simultâneo nesses ativos poria em risco o crescimento global, particularmente nos países em desenvolvimento.O estrategista para a América Latina do banco Fleming Graphus, Walter Stoeppelwerth, contudo, acredita que o FED deve avaliar com cuidado o efeito da última alta dos juros antes de voltar a elevar os juros, que já estão no nível mais alto dos últimos anos em relação ao núcleo da inflação. Portanto, o que vale para o mercado acionário não é se o FED vai voltar a elevar os juros, mas quando.

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