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Fed mantém juro de curto prazo na faixa de zero a 0,25%

As autoridades do Federal Reserve anunciaram que vão manter a política monetária atual nas próximas semanas e apresentaram uma leitura relativamente positiva em relação à economia dos Estados Unidos, embora tenham ressaltado que ainda há riscos significativos de deterioração na atividade.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

13 de dezembro de 2011 | 18h45

Segundo o comunicado divulgado pelo Fed, nove dos dez membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) foram favoráveis à manutenção das políticas atuais - Charles Evans, presidente do Federal Reserve de Chicago, foi o membro dissidente. O banco central norte-americano manteve a taxa de juro de curto prazo na faixa de zero a 0,25% e reiterou que ela deve permanecer nesse intervalo pelo menos até meados de 2013.

Segundo a avaliação do Fed sobre a economia, os indicadores recentes apontaram melhora nas condições do mercado de trabalho norte-americano. Dados divulgados desde a reunião anterior, ocorrida no início de novembro, sugerem que "a economia está se expandindo moderadamente apesar da aparente desaceleração no crescimento global".

Ainda assim, o banco central dos EUA está preocupado com a possibilidade de a economia do país ser atingida por aumentos de impostos e demissões no setor público em 2012, assim como pela crise de confiança nas dívidas da Europa. Algumas autoridades do Fed inclusive começaram a defender medidas adicionais para estimular o crescimento, visto que a expectativa é de desaceleração da inflação no ano que vem.

O Fed também divulgou que estuda mudanças em sua estratégia de comunicação. Os membros da instituição estão avaliando se devem tornar públicas as previsões internas sobre os juros. Caso adotem essa prática e as estimativas sugiram a manutenção dos juros próximos a zero por mais tempo do que o mercado acredita, as taxas de juro de longo prazo poderiam cair, o que serviria como estímulo adicional à economia dos EUA.

O comunicado divulgado pelo FOMC após a reunião não trouxe indícios sobre o andamento desse debate, dando a entender que o banco central deixou esse assunto para ser resolvido no ano que vem. A ata do encontro, que sairá em três semanas, pode trazer mais detalhes.

Outro item da agenda para 2012 pode estar relacionado a mais uma rodada de compras de ativos atrelados a hipotecas. As autoridades do Fed sugeriram nas últimas semanas que estão mais abertas a fazer essas aquisições se a economia não apresentar um bom desempenho no ano que vem. Nem todas elas, no entanto, demonstraram essa disposição. A equipe que passará a integrar o FOMC em 2012 pode facilitar a aprovação de medidas de afrouxamento quantitativo.

O comitê de política monetária do Fed é composto por dez membros. Seis deles possuem assentos permanentes - o presidente da instituição, seu vice e os diretores do banco central. Os quatro assentos restantes são rotativos e podem ser ocupados por presidentes das regionais do Fed durante o período de um ano.

Três das autoridades que assumirão os assentos rotativos no ano que vem demonstraram estar abertas a mais afrouxamento. São elas o presidente do Federal Reserve de São Francisco, John Williams, O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, e a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Sandra Pianalto. A exceção é o presidente do Federal Reserve de Richmond, Jeffrey Lacker. As informações são da Dow Jones.

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