FED mantém juros e anima mercado

Acaba de ser divulgado o resultado da reunião do FED, o banco central norte-americano, que decide sobre o novo patamar das taxas de juros dos EUA. A previsão geral do mercado se confirmou, dados os indicadores econômicos, não havendo aumento agora, com as taxas se mantendo estáveis em 6,5% ao ano. O mercado internacional, no entanto, projeta uma taxa de 7% ao ano para o final do ano.No Brasil, o Copom - Comitê de Política Monetária - divulgou hoje a ata da reunião da semana passada, em que se decidiu pela redução da taxa de juros básicos da economia, a Selic, de 18,5% ao ano para 17,5% ao ano com viés de baixa, ou seja, autorizando o presidente do Banco Central a reduzir a taxa de juros conforme julgar adequado. Nela, está a análise e projeção dos cenários interno e externo, que, ao final, nortearam a decisão de reduzir os juros. Segundo a ata, todos os indicadores internos são positivos, e os externos estão estáveis, com a importante exceção do preço do petróleo, que sofreu aumento significativo, e, aparentemente duradouro. Dólar cai pela manhã Dadas essas informações, os investidores operam hoje com tranqüilidade. O dólar oscila pouco, o valor da moeda norte-americana frente ao real manteve-se em queda durante toda a manhã, entre a mínima de R$ 1,8180 e a máxima de R$ 1,8230. Colabora para essa trajetória também a entrada de recursos, que continua a beneficiar o País, com elevada oferta de dólares, e venda pulverizada. Como o FED confirmou a estabilidade do juro nos EUA, alguns analistas acreditam que a cotação do dólar pode recuar um pouco mais.O mercado não esperava a alta na reunião de hoje mas, mesmo que essa expectativa se concretizasse, haveria especulação em relação às próximas reuniões, pois não existe certeza de que o crescimento dos EUA está sob controle, segundo um analista, lembrando a projeção para o final do ano de 7% para o juro anual norte-americano. Expectativa de estabilidade dos juros nos EUA levam juros a cair A ata da última reunião do Copom reforçou o otimismo no mercado monetário hoje. Para operadores, há espaço para novo corte da Selic. A ata diz que o viés de baixa foi estabelecido por causa das incertezas em relação à reunião da Opep - que já passou e provocou algum recuo no preço do petróleo - e a decisão do FED sobre o juro dos EUA. Todas as taxas apresentam queda, e o mercado acredita que o novo corte na Selic virá em breve.Para analistas, ainda haverá algum fôlego extra para novo recuo das taxas após o resultado da reunião do FED. O comentário que se segue à divulgação, que sinaliza a tendência do juro dos EUA para os próximos meses, também deve ser importante para os negócios por aqui.De toda forma, operadores acreditam que o Copom deve aguardar alguns dias, para avaliar a reação do mercado externo à decisão do FED e, principalmente, às sinalizações que ele pode dar. O Copom, segundo a ata, trabalha com a perspectiva de novas elevações do juro norte-americano em até 0,5 ponto percentual ainda este ano, mas nas reuniões do segundo semestre. Bolsa sobe 2,70% e Telesp PN sobe 11,46% O mercado acionário resolveu hoje, pelo menos na primeira hora do pregão desta quarta-feira, corrigir o exagero que marcou a queda das ações de telefonia. Às 11h35, a Bovespa operava em alta de 2,77%, com volume financeiro de R$ 163 milhões. A alta, segundo analistas do mercado, está sendo liderada exatamente pelos papéis que mais se desvalorizaram ontem. Tele Sudeste Celular PN - ações preferenciais, sem direito a voto -, que fechou ontem em queda de 30%, estava operando há instantes em alta de 36,05%. As ações de Telesp PN e ON - ações ordinárias, com direito a voto -, que no fechamento do pregão de ontem apresentaram quedas de 30% e 8,90%, respectivamente, hoje até as 11h15 operavam em alta de 11,46% e 10,83%, pela ordem.

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