Jacquelyn Martin/AP
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Fed mantém taxa de juros na faixa de 0,25% a 0,50%

Última elevação foi em dezembro de 2015; em tom mais otimista, comunicado da instituição destacou melhora do emprego e disse que riscos econômicos diminuíram

Niviane Magalhães e Gabriela Korman, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2016 | 16h19
Atualizado 27 Julho 2016 | 17h19

SÃO PAULO - O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manteve a taxa dos fed funds na faixa de 0,25% a 0,50% e a taxa de redesconto em 1,00%, em uma decisão em linha com as expectativas. Uma dirigente, Esther George, votou por uma elevação na taxa, no único voto contrário à decisão da maioria. 

O Fed tem mantido os juros desde dezembro, quando elevou-os pela primeira vez em quase uma década e sinalizou planejar mais quatro aumentos em 2016. Essa perspectiva foi reduzida para dois aumentos neste ano após autoridades do Fed divulgarem novas projeções, nas quais também reduziram suas estimativas de crescimento no longo prazo para a economia dos EUA. Há ainda mais três reuniões do Fed neste ano - em setembro, novembro e dezembro. Uma alta de juros em novembro é vista como improvável porque o encontro ocorrerá uma semana antes das eleições presidenciais.

No comunicado divulgado nesta quarta-feira, 27, o Fed apontou melhora na perspectivas de curto prazo. A instituição indicou que o mercado de trabalho melhorou e que a atividade econômica vem se expandindo a uma taxa moderada. "Os ganhos de emprego foram fortes em junho após um crescimento fraco em maio. Em equilíbrio, as folhas de pagamento e outros indicadores do mercado de trabalho apontam para algum aumento na utilização do trabalho nos últimos meses", destacou o Fed. Enquanto isso, o Fed disse que os riscos de curto prazo para as perspectivas econômicas têm diminuído.

Segundo a instituição monetária, a despesa das famílias têm crescido fortemente, mas os investimentos fixos das empresas têm sido suaves. Diante disso, o Fed disse que a inflação continuou abaixo do objetivo de 2% no longo prazo do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), refletindo em parte quedas anteriores dos preços de energia e dos preços das importações. 

O Comitê espera atualmente que, com ajustes graduais na orientação da política monetária, a atividade econômica se expanda em um ritmo moderado e que os indicadores do mercado de trabalho se fortaleçam. A inflação deverá manter-se baixa no curto prazo, em parte por causa de declínios anteriores dos preços de energia, mas deve atingir os 2% no médio prazo, uma vez que os efeitos transitórios de quedas anteriores dos preços do petróleo e de importação se dissiparam e o mercado de trabalho fortaleceu ainda mais. "A Comissão continua a acompanhar de perto os indicadores de inflação e os desenvolvimentos econômicos e financeiros globais", apontou o comunicado.

Ao determinar o momento e o tamanho de futuros ajustes para a faixa da meta para a taxa de juros, o Fomc irá avaliar as condições econômicas atuais e estimadas relativas aos seus objetivos de taxa de emprego máximo e inflação de 2%. Essa avaliação levará em conta uma vasta gama de informações, incluindo medidas nas condições do mercado de trabalho, indicadores de pressão na inflação e expectativas de inflação, além de leituras de desenvolvimentos financeiros e internacionais. 

À luz da atual queda na inflação de 2%, o Fomc irá monitorar com cuidado os progressos atuais e esperados em direção a sua meta de inflação. O Fomc estima que as condições irão evoluir de uma maneira que irá garantir apenas aumentos graduais na taxa de juros; a taxa de juros deve provavelmente permanecer, por algum tempo, abaixo dos níveis esperados que deverão prevalecer no longo prazo. Entretanto, o atual percurso dos Fed Funds irá depender da perspectiva econômica, como informado pelos dados econômicos já divulgados. 

Na votação da medida de política monetária do Fomc votaram a favor: Janet L. Yellen, presidente do Federal Reserve; William C. Dudley, vice-presidente do Fed; Lael Brainard; James Bullard; Stanley Fischer; Loretta J. Mester; Jerome H. Powell; Eric Rosengren; and Daniel K. Tarullo. Votou contra a decisão Esther L. George, que preferia nesta reunião elevar a taxa de juros entre 0,50% e 0,75%./ Com Reuters

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