Jacquelyn Martin/AP
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Fed mantém taxa de juros nos EUA, mas sinaliza possível elevação em dezembro

Os juros estão na faixa entre 0% e 0,25% desde dezembro de 2008; o Fed não repetiu que os riscos globais terão impacto na economia dos EUA, como havia advertido na reunião anterior

Dow Jones Newswires e Reuters

28 de outubro de 2015 | 16h12

Atualizado às 18h12

WASHINGTON - O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) manteve inalterada a taxa básica de juros entre 0% e 0,25%. A decisão teve nove votos a favor e um contra. O dissidente foi o dirigente da distrital de Richmond, Jeffrey Lacker.

Apesar da manutenção, o Fed sinalizou que pode elevar os juros na próxima reunião, que está marcada para dezembro. No comunicado após a decisão, os dirigentes do Fed mostraram estar menos preocupados com a turbulência nos mercados financeiros e as incertezas econômicas internacionais.

"Para determinar se será apropriado elevar a faixa dos juros na próxima reunião, o Fed vai avaliar o progresso - realizado e esperado - em direção a seus objetivos de máximo emprego e inflação de 2%", diz o documento.

Investidores esperam que, com uma alta de juros nos EUA, haja uma fuga de capital de mercados emergentes - como o Brasil -, fazendo o dólar subir. 

Segundo o economista-chefe do Haitong Banco de Investimento do Brasil, Jankiel Santos, se apenas com a expectativa de aumento de juros nos EUA o Brasil já está enfrentando problemas com o câmbio, quando de fato os Feds Funds subirem o real poderá se desvalorizar ainda mais. Só com a divulgação do comunicado o dólar bateu nos R$ 3,92. "Para o ano que vem trabalhamos com o dólar em R$ 4,20", disse

Os juros estão na faixa entre 0% e 0,25% desde dezembro de 2008. A última vez que o BC norte-americano iniciou um período de aperto monetário foi em junho de 2004.

Após reunião de dois dias, o Fed informou que ainda está monitorando os desenvolvimentos econômicos e financeiros no exterior, mas não repetiu que os riscos globais terão impacto provável na economia dos EUA, como havia advertido na reunião anterior, em setembro.

A omissão marcou uma suavização no tom quando comparado ao comunicado do mês passado. (Com informações de Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado)

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