Fed monitora mercado de hipotecas de maior risco

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, abordou a questão do mercado de hipotecas subprime (concedidas a clientes de maior risco a juros mais altos) durante uma rápida sessão de perguntas e respostas depois de seu pronunciamento na noite de sexta-feira na Universidade Stanford.Bernanke disse aos economistas reunidos na Cúpula do Instituto Stanford para Pesquisas de Política Econômica que o banco central norte-americano continuará monitorando o mercado subprime de perto, em meio aos temores sobre a qualidade de suas dívidas e sobre seu impacto no mercado de hipotecas prime (de juros mais baixos cobrados nos empréstimos aos clientes preferenciais). Os créditos subprime perfazem entre 12% e 15% do mercado de hipotecas. Até agora "o mercado de hipotecas prima parece estar forte e a qualidade do crédito parece boa", disse. "Obviamente vamos monitorar isso de perto daqui em diante", disse. Bernanke também foi perguntado se o índice de preços ao consumidor superestima a inflação na economia dos EUA. Ele respondeu que o Fed acompanha diversas medidas de inflação para entender o seu impacto na economia. "Claramente, quando o Fed olha para medidas de inflação, temos de olhar para mais de uma medida para ver o que a inflação está fazendo", disse. Embora o aumento da globalização afete os preços de uma variedade de produtos e commodities, seu efeito na inflação dos EUA parece mínima, disse. "Parece haver pouca base para se concluir que a globalização tenha reduzido significativamente a inflação nos EUA nos últimos anos; de fato, o oposto pode ser verdade", disse Bernanke no texto preparado para a apresentação na Stanford. Os comentários parecem refutar a tese de alguns economistas de que a globalização age como uma força desinflacionária e torna o trabalho do Fed mais fácil. Bernanke reiterou ainda que os EUA precisam tomar medidas quanto ao aumento dos custos do programas sociais, como a Seguridade Social, Medicaid and Medicare. Estes três programas representam 8,5% do Produto Interno Bruto e devem subir a 15% até 2030, disse. As informações são da agência Dow Jones.

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